sicnot

Perfil

Mundo

Polónia reforça exército com mais 50 mil homens por temer Rússia

A Polónia vai aumentar as suas forças armadas no próximo ano, dos atuais 100.000 para 150.000 homens, por razões de segurança, anunciou hoje o ministro da Defesa polaco, Antoni Macierewicz.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Kacper Pempel / Reuters

O governante não referiu explicitamente a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, ou a revolta dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, mas ambos os acontecimentos já levaram Varsóvia a investir nos seus meios de defesa.

Os membros e aliados da NATO na região conseguiram fazer uma aliança e colocar mais tropas nos Estados membros do leste europeu -- um plano que os líderes da NATO irão formalmente aprovar numa cimeira em Varsóvia, no próximo mês.

"Decidimos aumentar o número de militares polacos. Estimamos que no próximo ano, o exército tenha cerca de 150.000 homens", disse Macierewicz à imprensa, na localidade de Ostroda, no norte da Polónia.

Uma grande parte do novo total de tropas será a força paramilitar de 35.000 homens que a Polónia vai formar e que será semelhante à Guarda Nacional dos Estados Unidos.

"O recrutamento dos primeiros elementos das Forças de Defesa Territorial começará em setembro", disse o ministro.

A estrutura de comando desta Guarda Nacional polaca já foi decidida em abril passado, tinha dito o ministro na véspera, numa conferência de organizações paramilitares na localidade de Ostroda, no norte da Polónia.

Esta força, que será constituída por civis com treino militar, pretende enfrentar um tipo de conflito diferente do convencional: impedir que a Rússia tente apoderar-se de uma parte do território polaco através da infiltração de forças subversivas, manipulação da opinião pública e sabotagem.

Cada uma das 16 províncias da Polónia terá uma força de voluntários equiparada a uma brigada, e Mazóvia - a maior e mais povoada região, no centro do país, onde se situa Varsóvia -- terá duas.

O ministério da Defesa quer dar prioridade ao envio desta força de autodefesa para as províncias orientais - Podlachia, Lublin e Podkarpackie - consideradas mais expostas às pressões da Rússia.

Lusa

  • Passos explica porque se irritou com Costa
    0:42

    Economia

    Depois das imagens em que surgiu visivelmente irritado com António Costa, no último debate quinzenal, Passos Coelho veio agora explicar porquê. Na discussão com o primeiro-ministro, o líder do PSD não gostou que Costa tivesse insinuado que a fuga de 10 mil milhões de euros para offshores tenha ocorrido por inação do Governo anterior.

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas.

  • Luaty Beirão agredido em manifestação em Luanda
    1:27

    Mundo

    Luanda tem sido palco de várias manifestações contra a forma como está a decorrer o processo eleitoral em Angola. Esta sexta-feira, uma dessas manifestações acabou em confrontos com as autoridades. Entre os manifestantes estava o ativista Luaty Beirão.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.