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Português detido no Brasil e outro foragido por desvio de verbas públicas

Um português foi temporariamente detido na segunda-feira no Brasil e outro continua foragido à justiça devido a suspeitas de desvio de recursos públicos no estado de Minas Gerais.

Arquivo

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© Sergio Moraes / Reuters

Segundo um comunicado do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o português Hugo Alexandre Timóteo Murcho, diretor no Brasil da multinacional portuguesa Yser e da empresa Biotev Biotecnologia Vegetal Ltda, foi detido por um período de cinco dias.

Cinco brasileiros também foram detidos temporariamente, incluindo Nárcio Rodrigues da Silveira, ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais.

Segundo a imprensa brasileira, o também ex-presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de Minas Gerais é próximo de Aécio Neves, candidato derrotado nas últimas presidenciais.

A lei brasileira determina que a detenção temporária de cinco dias pode ser prorrogada por igual período ou convertida em prisão preventiva.

"Ainda estão foragidos outros investigados, entre eles o presidente do grupo económico multinacional português Yser, Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia", lê-se no comunicado do MPMG.

A Polícia Federal foi acionada para descobrir se Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia continua no Brasil, escreve o jornal Estado de São Paulo esta quinta-feira.

O jornal acrescenta que uma auditoria revelou que os valores desviados entre 2012 e 2014 superam 14 milhões de reais (3,5 milhões de euros) e deveriam ser destinados à construção e projetos da "Cidade das Águas", desenvolvida pela Fundação Hidroex.

Segundo o comunicado do MPMG, no âmbito da operação Aequalis, foram também cumpridos 27 mandados de busca e apreensão.

"O objetivo da operação foi colher elementos de prova sobre a prática dos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa", informou o MPMG.

O jornal Folha de São Paulo avançou na terça-feira que outro executivo português, Firmino Rocha, afirmou em delação premiada (troca de informações por redução de pena) que a empresa onde trabalhava pagou um suborno de 1,5 milhões de reais (375 mil euros) a Nárcio Rodrigues e que parte desse dinheiro foi para financiamento ilegal de campanhas eleitorais.

Firmino Rocha revelou que o suborno foi pago para o grupo Yser ser beneficiado num contrato sobrefaturado no esquema de aquisição de material para a "Cidade das Águas".

De acordo com o gestor, o dinheiro do suborno teve origem nesse contrato e parte foi remetida para o paraíso fiscal de Hong Kong em 2014.

Uma auditoria mostrou que, apesar de terem sido pagos, os equipamentos não foram, alegadamente, entregues.

Posteriormente, a Biotev, do grupo Yser, teria sido responsável pela organização da cotação de preços que teve como vencedora outra empresa do grupo, a SRN Comercial Importadora e Exportadora S/A.

Lusa

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