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Síria autoriza colunas de ajuda humanitária da ONU em 12 zonas cercadas

A Síria autorizou o encaminhamento de ajuda humanitária por colunas terrestres para 12 zonas cercadas durante o mês de junho, anunciaram hoje as Nações Unidas.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (Reuters/Arquivo)

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (Reuters/Arquivo)

© Romeo Ranoco / Reuters

O regime de Damasco também deu luz verde ao fornecimento de ajuda limitada a três outras zonas, mas recusou o acesso de ajuda a outras duas zonas, precisou o gabinete de operações humanitárias da ONU.

Quase 600.000 pessoas, segundo a ONU, vivem na Síria em 19 zonas ou localidades cercadas pelos beligerantes, principalmente pelas tropas do regime, e perto de quatro milhões em zonas de difícil acesso. Muitas delas sofrem de subnutrição.

A França, que preside ao Conselho de Segurança em junho, tinha exortado algumas horas antes a Rússia a pressionar o seu aliado sírio para facilitar o acesso da ajuda humanitária por via terrestre, que é a forma mais eficaz de fornecer ajuda, de acordo com a ONU.

Alguns diplomatas indicaram igualmente hoje que a ONU irá pedir no domingo a autorização da Síria para fazer chegar ajuda humanitária também por via aérea, lançando-a com paraquedas nas zonas mais inacessíveis.

As grandes potências acordaram no mês passado que se a ajuda humanitária àquele país continuasse a ser impedida, a ONU começaria a lançá-la por via aérea a partir de 01 de junho.

Mas o enviado especial adjunto da ONU para a Síria, Ramzy Ezzeldin Ramzy, explicou na quinta-feira em Genebra que o envio de ajuda por via aérea não está "iminente", dada a complexidade da operação e a necessidade de ter luz verde do regime do Presidente, Bashar al-Assad.

"Deverá haver largadas de ajuda nos locais aos quais o acesso por via terrestre é negado", disse hoje o embaixador britânico na ONU, Matthew Rycroft.

A guerra na Síria fez 280.000 mortos desde março de 2011 e obrigou a abandonarem as sua casas mais de metade da população.

O processo de paz está agonizante desde a demissão, no domingo, do chefe dos negociadores da oposição síria, Mohammed Alluche, que tinha condenado a continuação dos bombardeamentos do regime e "a incapacidade da comunidade internacional para fazer aplicar as suas resoluções, nomeadamente no que diz respeito ao aspeto humanitário".

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