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Empate técnico na corrida às presidências no Peru

Os candidatos Keiko Fujimori e Pedro Pablo Kuczynski, que disputam hoje a presidência do Peru numa segunda volta, mantêm um empate técnico, segundo as sondagens à boca da urna divulgadas no fecho das mesas de votação.

© Pilar Olivares / Reuters

A candidata da Força Popular, Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, preso por crimes contra a humanidade, e o antigo primeiro-ministro, Pedro Pablo Kuczynski, do PPK, aspiram a suceder a Ollanta Humala no cargo, no período 2016-2021.

A sondagem da Ipsos dá uma ligeira vantagem de oito décimas a Kuczynski, ao conceder-lhe 50,4% frente aos 49,6% de Keiko.

O mesmo acontece com a sondagem da GfK, que dá uma vantagem ao candidato do PPK, enquanto a da CPI coloca Fujimori na frente, com 51,1% dos votos, e o antigo primeiro-ministro com 48,9%.

No entanto, todas apontam que se trata de um empate técnico.

As empresas de sondagens adiantaram que irão divulgar a sua contagem rápida dos votos às 19:00 locais (01:00 de segunda-feira, hora de Lisboa), mas os primeiros dados oficiais dados pela ONPE, organismo encarregado de executar os atos eleitorais, são esperados cerca das 21:00 em Lima (03:00 em Lisboa).

Cerca de 23 milhões de eleitores estavam convocados para escolher hoje o seu novo chefe de Estado.

Fujimori ganhou a primeira volta das eleições presidenciais, que decorreu a 10 de abril, ao obter 39,85% dos votos, à frente do Kuczynski, com 21,01%, o segundo candidato mais votado.

A 30 de maio, a candidata que ocupava o terceiro lugar na primeira volta das eleições, a esquerdista Veronika Mendoza, anunciou o seu apoio a Kuczynski.

A conservadora Fujimori é popular nas comunidades rurais mais pobres, mas também conta com uma elevada taxa de desaprovação, segundo as sondagens reveladas na semana passada.

Muitos peruanos associam-na ao autoritarismo do pai, Alberto Fujimori, que se encontra a cumprir pena de prisão por corrupção e massacre de opositores por ele acusados de terrorismo.

Ambos os candidatos prometeram combater o crime e criar emprego no setor de exportação mineira, que faz do país uma das economias mais fortes da região.

Lusa

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