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Suíça referenda criação de Rendimento Básico Incondicional

A proposta de criação de Rendimento Básico Incondicional visa substituir os vários benefícios sociais. Em causa está garantir a todos os cidadãos um rendimento básico que permita assegurar a subsistência.O Rendimento básico incondicional foi proposto por 100 mil subscritores, que sugeriram como valor base o valor de 2.264 euros por adulto e por mês.

© Ruben Sprich / Reuters

Os portugueses com direito de voto na Suíça vão pouco às urnas e o referendo de hoje sobre o Rendimento Básico Incondicional (RBI) não deverá ser exceção, antecipam dois conselheiros das Comunidades.

A Suíça torna-se hoje no primeiro país a votar a criação de um rendimento mínimo para todos, que substitua os vários benefícios sociais existentes no país.

Porém -- e apesar de que, segundo estimativas do conselheiro das Comunidades Portuguesas em Zurique, 70 por cento dos "280 e tal mil" imigrantes portugueses registados na Suíça poderiam beneficiar do RBI --, poucos portugueses deverão exercer hoje o seu direito de voto.

"Há muito cidadão" português "que pode votar", porque tem dupla nacionalidade, mas "não o faz", lamenta Domingos Pereira.

O conselheiro reconhece que "o sistema de votação na Suíça é bastante complicado" e, por isso, está a promover sessões de esclarecimento.

Segundo o site Swissinfo, os cidadãos suíços votam, em média, quatro vezes por ano para se exprimir sobre os temas mais variados, seja a nível federal, cantonal ou comunal (municipal).

Neste domingo, os eleitores vão votar em cinco referendos nacionais, seis referendos regionais e um local.

Ora, isso significa "12 boletins de voto num só envelope, com três livrinhos com opiniões" sobre a votação, contabiliza Domingos Pereira. "Quando chega a respetiva carta a casa, automaticamente botam-na fora. Isso não só acontece com a nossa comunidade, mas com os estrangeiros em geral", equipara.

A nova geração de imigrantes, mais jovem e qualificada, estaria em condições de participar mais ativamente, mas também estes se sujeitam "a todos os tipos de situações", o que "os leva a caírem por vezes em mãos de patrões menos sérios", conta, lamentando que, "muitas vezes", esses patrões tenham nacionalidade portuguesa.

"A Suíça é o segundo país do mundo onde a imigração portuguesa mais tem aumentado", destaca José Sebastião, conselheiro das Comunidades Portuguesas em Genebra.

O fluxo "tem aumentado em flecha", resume, recordando que a imigração para a Suíça "explodiu" durante a legislatura do Governo anterior. "Não penso que tenha parado, talvez tenha acalmado, mas parado não", garante, referindo-se ao presente.

De qualquer forma, o aumento de portugueses não tem significado mais envolvimento. "O grande problema é esse", reconhece o conselheiro. "Tem havido uma progressão no aumento dos portugueses que votam. Infelizmente, estamos muito aquém da participação cívica que devia de ser", lamenta.

Sobre o resultado da votação, os dois conselheiros não têm dúvidas de que o RBI será rejeitado.

Ambos concordam que o atual clima "não é favorável" à adoção do RBI, agravado pelo "medo" de os imigrantes estarem "a invadir a Europa", nas palavras de Domingos Pereira.

Mas José Sebastião sublinha que o referendo terá, pelo menos, "o mérito de abrir uma discussão sobre outra sociedade", na Suíça e em toda a Europa.

Lusa

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