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Polónia prepara-se para os maiores exercícios da NATO desde o final da Guerra fria

A NATO assinalou na Polónia o início dos mais importantes exercícios militares desde o final da Guerra fria, que envolvem a partir de terça-feira forças terrestres, aéreas e navais, num clima de tensas relações com a Rússia.

Sede da NATO em Bruxelas

Sede da NATO em Bruxelas

© Francois Lenoir / Reuters

As manobras "Anaconda-16" destinam-se a "testar a capacidade da aliança na defesa do seu flanco leste", disse o ministro da Defesa polaco Antoni Macierewicz na cerimónia em Varsóvia que antecedeu o início dos exercícios.

Mais de 31.000 soldados de 24 países da NATO e de cinco antigos Estados soviéticos da "Parceria para a paz", incluindo a Ucrânia, participam nesta grande operação militar que desde 2006 decorre bianualmente em território polaco, e que também inclui 3.000 veículos, 105 aeronaves e 12 vasos de guerra.

Os exercícios decorrem um mês antes da cimeira da NATO em Varsóvia, onde se prevê a adoção de uma nova estratégia que implicará o envio de mais tropas para os Estados-membros do leste europeu, que têm manifestado preocupações de segurança na sequência da anexação da Crimeia pela Rússia em 2014.

A Rússia tem-se oposto com determinação a esta decisão, justificada pela NATO no âmbito da sua estratégia de "contenção e diálogo".

Apesar de a NATO ter praticamente interrompido toda a cooperação com Moscovo na sequência da intervenção da Rússia na Ucrânia, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos deverá manter conversações formais com os russos antes da cimeira de 8 e 9 de julho.

Perante o reforço aliado no seu flanco leste, o Kremlin já referiu que vai instalar até ao final do ano três novas divisões no ocidente e sul do seu território, para contrariar as forças da NATO colocadas perto da sua fronteira.

Macierewicz disse ainda hoje que, pela primeira vez, forças paramilitares polacas vão participar nos exercícios "Anaconda-16", como parte da estratégia de Varsóvia para contrariar as "guerras híbridas".

Na sexta-feira a Polónia anunciou a formação de um corpo paramilitar de 35.000 voluntários, semelhante ao modelo da Guarda Nacional dos Estados Unidos, com o objetivo de reforçar a defesa nacional.

Estes exercícios também ocorrem enquanto prossegue na vizinha Ucrânia o conflito entre as forças de Kiev e os separatistas pró-russos, e com o receio de países como a Polónia e repúblicas bálticas que têm denunciado o "expansionismo russo" na região.

A "guerra híbrida" é um conceito de conflito não convencional no qual participam forças paramilitares sem identificação nacional declarada, em substituição de exércitos identificados, e onde se combinam atos de sabotagem, destruição de infraestruturas ou manipulação da opinião pública.

Lusa

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