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Bashar al-Assad inflexível quanto às negociações de paz

O presidente sírio, Bashar al-Assad, assumiu hoje uma posição inflexível quanto ao processo de paz de Genebra entre o regime e a oposição, afirmando que as negociações "ainda não começaram realmente".

Presidente sírio Bashar al-Assad

Presidente sírio Bashar al-Assad

© Sana Sana / Reuters

"Não aceitaremos incluir nenhum assunto que não esteja nos princípios fundamentais para facilitar uma solução política na Síria que apresentámos à ONU. Simplesmente não o aceitaremos", disse Assad, num discurso no novo parlamento de Damasco, referindo-se ao documento apresentado em março pelo chefe da delegação governamental síria, Bashar al-Jaafari.

O documento frisa que a Síria será governada por um "governo de unidade", não fazendo qualquer menção ao "órgão de governo transitório" sem a participação de Assad exigido pela oposição.

Bashar al-Assad disse não ter recebido qualquer resposta da ONU relativamente a esse documento, pelo que, para o governo, "as negociações ainda não começaram realmente".

As três rondas de negociações indiretas entre o regime e a oposição realizadas este ano em Genebra não produziram qualquer resultado.

O presidente sírio falava ao parlamento pela primeira vez desde as eleições gerais de 13 de abril, realizadas apenas nas zonas controladas pelo governo e consideradas ilegítimas pela oposição interna e internacional.

"O povo sírio voltou a surpreender o mundo mais uma vez com uma participação eleitoral sem precedentes e um número de candidatos sem precedentes", disse.

O Partido Baas da Síria, no poder há mais de meio século, e os seus aliados elegeram a maioria dos deputados, segundo os resultados oficiais.

A taxa de participação oficial foi de 57,56% dos eleitores.

Bashar al-Assad afirmou por outro lado que a trégua entre o regime e os rebeldes que entrou em vigor em fevereiro permitiu às suas forças concentrar-se em frentes importantes como a cidade de Palmira, tomada ao Daesh em março.

"Da mesma forma que libertámos Palmira, libertaremos cada centímetro do nosso território, porque a nossa única opção é a vitória", disse, fortemente aplaudido pelos deputados.

O presidente sírio afirmou que a vitória sobre o terrorismo é possível com o apoio de países como o Irão, a Rússia e a China e de aliados como o movimento xiita libanês Hezbollah, "que permanecem ao lado dos justos e defendem os oprimidos dos opressores".

A última vez que Bashar al-Assad se dirigiu ao parlamento foi em junho de 2012, na abertura da anterior legislatura.

Com Lusa

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