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Cantora de Hong Kong acusa Lancôme de cancelar concerto devido às suas convicções políticas

A cantora de Hong Kong Denise Ho pediu explicações à marca francesa Lancôme depois de a empresa de cosméticos ter cancelado um concerto da artista, alegadamente devido às suas convicções políticas, segundo a emissora pública de Hong Kong, RTHK.

Reuters

O concerto promocional, agendado para dia 19, foi cancelado após reações negativas nas redes sociais da China continental ao apoio de Ho ao Tibete e a movimentos pró-democracia como o Occupy Central (de Hong Kong).

Em comunicado, Ho considerou a situação "extremamente lamentável", indicando estar a ser castigada por defender os seus direitos e afirmar as suas convicções.

No domingo, a Lancôme disse que o evento foi cancelado devido a "possíveis motivos de segurança".

A reação dos internautas chineses surgiu em resposta a uma publicação do jornal de Pequim Global Times, no microblogue Weibo. O jornal questionou o evento, acusando a empresa de cooperar com "veneno de Hong Kong" e "veneno do Tibete", ou seja, com uma apoiante da autonomia de Hong Kong e do Tibete.

Alguns internautas chineses começaram, então, a apelar a um boicote à Lancôme. Após o anúncio do cancelamento do concerto, surgiram novas ameaças de boicote, desta feita do 'outro lado da barricada'.

O Gobal Times reagiu à notícia, dizendo que a marca francesa revelou "sabedoria" ao cancelar o concerto. Para o jornal, "os motivos são óbvios": "Aparentemente, a Lancôme tomou mais em consideração os sentimentos do público da China continental, porque a China representa um mercado muito maior do que Hong Kong".

"Como empresa, deve procurar ganhos comerciais, uma sabedoria que deve revelar em situações complexas", escreveu.

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