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Cinco pessoas mortas num atentado atribuído a rebeldes curdos

Cinco pessoas, incluindo uma polícia grávida, morreram hoje devido à explosão de um carro armadilhado atribuído a rebeldes curdos, no sudeste da Turquia, um dia depois de ter havido um ataque bombista em Istambul.

© Sertac Kayar / Reuters

Ambos os ataques tiveram como alvo a polícia turca e foram atribuídos a rebeldes curdos travando uma insurgência de décadas contra o Estado.

Uma coluna de fumo preto surgiu dos escombros da esquadra depois do ataque, na cidade de Midyat, perto da fronteira Síria.

Uma representante da presidência turca, Ibrahim Kalin, afirmou que era demasiado cedo para atribuir culpas mas o primeiro-ministro Binali Yildirim culpou organização assassina PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).

"Vamos lutar contra eles (PKK) em centros urbanos e áreas rurais, com determinação", afirmou Binali Yildirim.

Entre as vítimas mortais encontram-se dois polícias, incluindo uma mulher grávida, e pelo menos 51 pessoas foram feridas.

O carro, armadilhado com meia tonelada de explosivos, foi conduzido até à esquadra de Midyat e explodiu quando a polícia abriu fogo para o parar.

A Turquia permanece em alerta máximo depois de múltiplos ataques que mataram mais de 200 pessoas, no passado ano, e que foram reivindicados por rebeldes curdos e pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Na terça-feira, dia 07 de junho, um outro ataque utilizando um carro armadilhado, ocorreu no centro de Istambul e causou 11 fatalidades, incluindo seis polícias e cinco civis.

O presidente Recep Tayyip Erdogan, apontou o dedo aos militares curdos por esse ataque.

"Milhares de heróis" estavam prontos a "defender o seu povo e o seu país com as suas vidas" contra "terroristas", afirmou hoje em Ancara.

O primeiro-ministro, juntamente com o antigo presidente, Abdullah Gul, e o líder da oposição, Kemal Kilicdaroglu, estiveram nos funerais dos polícias mortos no atentado de terça-feira.

No ano passado os conflitos entre os rebeldes curdos e as forças governamentais ressurgiram, acabando com um cessar-fogo que ficou acordado em 2013, depois de conversas entre o líder da organização assassina PKK e o Estado Turco.

A Turquia tem travado uma ofensiva intensa contra esta organização, enviando tanques para cidades para o sudeste de modo a "limpar" as localidades de elementos rebeldes.

Ativistas têm acusado as forças de segurança de causar uma destruição enorme e de matarem civis.

O governo afirma que as operações são essenciais para a segurança pública, culpando o PKK pelos estragos.

Mais de 40.000 pessoas foram mortas desde que esta organização ergueu armas em 1984 e exigiu um estado independente para os curdos.

Lusa

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