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Desconhecimento do fundo oceânico implica custos elevados

A falta de mapeamento e conhecimento do fundo dos oceanos está a causar custos elevados na exploração petrolífera, na gestão das pescas e também nas investigações de acidentes aéreos, alertaram hoje vários especialistas.

© Regis Duvignau / Reuters

No Dia Mundial dos Oceanos, a Organização Hidrográfica Internacional (IHO, na sigla em inglês) disse que há mapas de menos de dez por cento do fundo oceânico com profundidade superior a 200 metros, apesar de dois terços do planeta Terra serem cobertos de água.

Yves Guillam, do IHO do Mónaco, explicou que os governos não investem no mapeamento dos oceanos porque não há ganhos económicos a curto prazo.

Patrick Poupon, diretor do grupo francês "Pole Mer Bretagne Atlantique", que pretende desenvolver a economia marítima, afirmou à agência noticiosa France Presse que um melhor mapeamento iria ajudar a pesca e exploração mineral e petrolífera, como também a modelagem de ondas, uma ferramenta importante para perceber o impacto de tsunamis.

Na estimativa de um geofísico da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA, o mapeamento da topografia do mar profundo levaria cinco anos e custaria entre dois e três mil milhões de dólares, se estiverem 40 navios a trabalhar.

Walter Smith lembrou que, apesar de serem quantidades elevadas, são menores do que o que a NASA está a investir na sonda que pretende enviar a uma lua de Júpiter, Europa.

O geofísico explicou que é necessária uma previsão precisa do movimento das correntes marítimas na superfície quando se trata das investigações a afogamentos, naufrágios ou queda de aviões no mar e acrescentou que o fraco conhecimento impede a eficácia das investigações.

O problema foi demonstrado em 2009, quando um avião da Air France com 228 passageiros e tripulantes caiu no oceano Atlântico, durante o voo de Rio de Janeiro para Paris. As caixas pretas só foram recuperadas ao fim de quase dois anos, estando a cerca de quatro mil metros de profundidade.

Também o voo MH370 da Malaysia Airlines de março de 2014 permanece um mistério enquanto as caixas pretas não forem encontradas. O avião, que fazia a rota Kuala Lumpur -- Beijing, desapareceu dos radares com 239 pessoas a bordo.

Lusa

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