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Paz no mundo sofre "a maior queda" em seis anos

O nível global de paz no mundo teve "a maior queda" em seis anos devido a fatores como o aumento do terrorismo e uma maior instabilidade política, revelou o fundador do Índice de Paz Global 2016, Steve Killelea.

© Alaa Al-Marjani / Reuters

O estudo divulgado hoje e produzido pelo Instituto para Economia e Paz (IEP), sediado em Sydney, foi elaborado a partir de vários indicadores como conflitos nacionais e internacionais, a segurança na sociedade ou a militarização, abrangendo um universo de 163 nações.

A Islândia figura como o país mais pacífico do mundo -- tal como em 2015 --, seguido da Dinamarca e Áustria, enquanto a Síria -- igualmente à semelhança do ano anterior -- surge como o menos seguro, seguindo-se Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão e Somália.

Países como Panamá, Tailândia e Sri Lanka foram sinalizados por terem mostrado este ano grandes melhorias em matéria de paz, ao passo que Iémen, Ucrânia e Turquia sofreram no mesmo intervalo temporal graves deteriorações.

O filantropo e empresário australiano Steve Killelea, fundador e presidente executivo do IEP, disse à agência Efe que a queda da paz global -- "de cerca de 4-5%" -- "é a maior nos últimos seis anos", um cenário para o qual contribuíram fatores-chave como "os conflitos no Médio Oriente".

Killelea destacou o "aumento da atividade terrorista, a instabilidade política e os persistentes conflitos internos" como outros indicadores que tiveram impacto no Índice.

O estudo detetou que "os conflitos internos na região do Médio Oriente e África se enraizaram mais" durante este ano, ao mesmo tempo que as partes externas se envolveram mais, levando ao consequente aumento de "guerras indiretas" entre nações.

Tal era já evidente no caso da Síria, segundo Killelea, "com o conflito entre o regime de Assad e os múltiplos atores não estatais", e agora vê-se noutros países como no Iémen.

Segundo o estudo, a grande parte da atividade terrorista concentrou-se maioritariamente em cinco países -- Síria, Iraque, Nigéria, Afeganistão e Paquistão --, e apenas 23% dos países listados no Índice não experienciaram qualquer ato do género.

Por regiões, a Europa volta a aparecer como a mais pacífica, mas o seu 'ranking' caiu devido aos atentados terroristas em Paris e Bruxelas, pelo autoproclamado grupo extremista Estado Islâmico (EI).

No velho continente, o número de mortes por ações terroristas duplicou nos últimos cinco anos, de acordo com o estudo.

O relatório destaca ainda que o número de refugiados e deslocados aumentou de forma dramática na última década, até 60 milhões de pessoas entre 2007 e 2016 -- quase 1% da população mundial.

No caso da América do Norte, o Índice identifica um pequeno retrocesso no Canadá devido ao aumento das importações e exportações de armas.

Na região da Ásia-Pacífico, o nível de paz permaneceu praticamente invariável desde 2015, apesar de progressos de países como Indonésia, Timor-Leste, Birmânia e Tailândia.

Em sentido inverso, as tensões no Mar do Sul da China têm tido impacto nas relações externas entre a China, Vietname e Filipinas.

Na América Central e Caribe também foram identificados progressos, com a Costa Rica a conquistar a melhor posição devido a baixos níveis de militarização.

A América do Sul também avançou na pontuação geral desde 2015, por causa de menores níveis no domínio de conflitos internacionais e militarização.

Por outro lado, foi detetada uma significativa agitação social na Venezuela e no Brasil.

A deterioração da situação na região da África subsariana esconde as variações entre países, como as melhorias do Chade, Mauritânia e Níger face à ameaça de grupos terroristas.

Rússia e Eurásia continua a ser a terceira região menos pacífica devido à situação da Ucrânia dado o conflito entre as forças separatistas pró-Rússia, enquanto o sul da Ásia é a segunda menos pacífica por causa da deterioração em países como Afeganistão, Nepal, Bangladesh e Índia.

A região do Médio Oriente e África teve a maior degradação com o recrudescimento da guerra civil na Síria e no Iémen e as intervenções externas nesses conflitos.

Lusa

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