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UE espera que negociações na Venezuela resultem em soluções pacíficas para crise

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, disse hoje esperar que as negociações em curso na Venezuela resultem em "soluções pacíficas e que respeitem a democracia".

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

Mogherini, que na terça-feira à noite debateu com o ex-primeiro-ministro espanhol José Zapatero os esforços que este, juntamente com os antigos presidentes da República Dominicana Leonel Fernandez e do Panamá Martín Torrijos, desenvolve para facilitar o diálogo entre o Governo de Caracas e a oposição venezuelana.

"Concordámos que, na situação política, social e económica que o país atravessa, as conversações oferecem uma oportunidade preciosa para se encontrarem soluções pacíficas que respeitem a democracia e os princípios constitucionais", salientou Mogherini, num comunicado.

A Alta Representante para a Política Externa da UE reiterou ainda a disponibilidade do bloco europeu para "apoiar os esforços de mediação e explorar e usar todos os instrumentos para este fim".

As autoridades eleitorais venezuelanas confirmaram terça-feira a maioria das 1,8 milhões de assinaturas apresentadas pela oposição a pedir a realização de um referendo revogatório do mandato do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O referendo é o primeiro passo de um longo processo que pode levar a realização de novas eleições no país.

A oposição do centro-direita está envolvida numa corrida contrarrelógio, porque se a consulta ocorrer até 10 de janeiro de 2017, pode provocar novas eleições, ao passo que, se for depois, Maduro seria substituído simplesmente pelo seu vice-Presidente.

A Venezuela está à beira da implosão, dividida pela guerra política entre o parlamento, dominado pela oposição, e o Governo, em contexto de exasperação popular resultante dos problemas económicos daquele país produtor de petróleo.

Apesar de consultas de opinião indicarem que sete em cada dez desejam a saída antecipada do Presidente, eleito até 2019, a mobilização parece contida pelo forte dispositivo policial, pelas preocupações de um quotidiano dominado pela procura de comida e pelas divisões da oposição.

Lusa

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