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Israel restringe liberdade de movimentos de palestinianos após atentado de Telavive

O novo ministro da Defesa israelita, Avigdor Lieberman, restringiu hoje a liberdade de movimentos nos territórios ocupados e ordenou que os corpos de palestinianos abatidos pela polícia não sejam devolvidos às famílias.

© Baz Ratner / Reuters

Um dia após o atentado em Telavive que vitimou quatro israelitas, o mais mortífero dos últimos meses, as autoridades israelitas decidiram restringir a liberdade de movimentos dos palestinianos no Ramadão, ao decidirem anular dezenas de milhares de autorizações para entrar em Israel dirigidas aos palestinianos da Cisjordânia, e em menor medida, da Faixa de Gaza, e que lhes permitiria juntarem-se a familiares e rezarem na esplanada das Mesquitas em Jerusalém oriental durante o mês sagrado do jejum muçulmano.

Lieberman, um ultranacionalista conhecido pelas suas declarações anti-árabes e pelo seu populismo belicista, assumiu no final de maio o cargo, que entre outras funções supervisiona a ação do exército israelita nos territórios palestinianos.

Apesar de os autores do atentado de quarta-feira em Telavive não terem sido mortos, o novo ministro da Defesa ordenou que os corpos de palestinianos abatidos no decurso de ataques anti-israelitas não sejam restituídos às suas famílias, indicou um seu porta-voz citado pela agência noticiosa France-Presse.

Na noite de quarta-feira, dois palestinianos com cerca de 20 anos abriram fogo no interior de um restaurante, com um balanço de quatro mortos, dois homens e duas mulheres, e cinco feridos. Os assaltantes foram detidos, e um deles foi gravemente ferido por balas.

Os autores foram identificados como Khaled Mohammad Makhamrah e Mohamad Ahmad Makhamrah, um estudante e um operário de 22 e 21 anos. Primos, são provenientes de Yatta, localidade próxima de Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada.

Após o atentado, durante a noite, soldados israelitas entraram em Yatta, revistaram casas e efetuaram detenções, segundo o exército. O pai de Mohamad Ahmad Makhamrah indicou que os soldados tiraram as medidas à sua casa, um ritual prévio a uma demolição punitiva.

Um restrito conselho de ministros presidido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, perto do local do atentado, confirmou o bloqueio já efetivo de Yatta.

O Governo também anulou as autorizações de entrada para o Ramadão e que devem atingir 83.000 palestinianos, segundo cálculos das autoridades israelitas.

Lusa

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