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Lancôme reabre lojas em Hong Kong um dia depois de protestos

A empresa de cosméticos Lancôme reabriu hoje as suas lojas em Hong Kong, depois de ter fechado portas na véspera devido a protestos por a marca ter cancelado um concerto da cantora local crítica da China Denise Ho.

© Bobby Yip / Reuters

Segundo o jornal South China Morning Post, Denise Ho instou na sua página no Facebook toda a gente a erguer-se contra o que chamou de "terror branco que se tem vindo a espalhar" pela sociedade e a lutar pela liberdade de expressão.

A cantora Denise Ho pediu na terça-feira explicações à marca francesa por a Lancôme, que pertende ao grupo L'Orèal, lhe ter cancelado um concerto, alegadamente devido às suas convicções políticas.

Na quarta-feira, devido à marcação de protestos, as lojas e pontos de venda da marca Lancôme estiveram fechados em Hong Kong, assim os escritórios da L'Orèal na antiga colónia britânica.

Entretanto, foi também lançada uma petição na Internet para apelar ao boicote dos produtos da Lancôme.

O concerto promocional de Denise Ho, agendado para dia 19, foi cancelado após reações negativas nas redes sociais da China continental ao apoio da artista ao Tibete e a movimentos pró-democracia como o Occupy Central (de Hong Kong).

Em comunicado, a cantora considerou a situação "extremamente lamentável", indicando estar a ser castigada por defender os seus direitos e afirmar as suas convicções.

No domingo, a Lancôme disse que o evento foi cancelado devido a "possíveis motivos de segurança".

Lusa

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