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Jornal italiano causa polémica ao oferecer "Mein Kampf", de Hitler, aos leitores

O jornal italiano Il Giornale oferece hoje aos seus leitores o livro "Mein Kampf", de Adolf Hitler, numa ação que chocou a comunidade judaica e até o primeiro-ministro, Matteo Renzi.

© Fabrizio Bensch / Reuters

O primeiro-ministro italiano reagiu vivamente hoje na sua conta no Twitter à publicação desta obra programática escrita em 1925: "Eu acho assustador que um jornal italiano proponha hoje o 'Mein Kampf' de Hitler. Saúdo afetuosamente a comunidade judaica. Nunca mais! », escreveu Matteo Renzi na rede social.

Também o presidente da comunicade judaica italiana, Renzo Gattegna, considerou indecente a iniciativa do jornal.

Já o jornal justifica esta ação de oferecer aos leitores uma versão de 1937 comentada pelo historiador Francesco Perfetti pela necessidade de "conhecer para rejeitar".

"Ler o 'Mein Kampf' é um verdadeiro antídoto contra o nacional-socialismo", afirmou.

O Il Gionale explicou ainda que "Mein Kampf" ("A Minha Luta", em alemão) faz parte de uma primeira série de oito livros dedicados ao Terceiro Reich que serão vendidos cada semana.

Uma edição comentada pelos estudiosos da obra foi publicada no início de janeiro, na Alemanha, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, depois de os direitos do livro terem passado para o domínio público.

De acordo com o investigador italiano Frediano Sessi, citado pela cadeia RaiNews24, é lamentável que esta publicação não siga o exemplo da edição alemã, em que houve "3500 notas críticas ao texto do Führer".

Conhecido pelas suas posições de direita, inclusivamente sobre a questão da imigração, o jornal dirigido por Alessandro Sallusti e propriedade de Paolo Berlusconi, irmão do antigo chefe de Governo Silvio Berlusconi, publica 200.000 exemplares diários.

Todas as questões relacionadas com o nacional-socialismo são particularmente sensíveis em Itália, por causa da aliança que houve entre Hitler e o regime fascista de Benito Mussolini.

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