sicnot

Perfil

Mundo

Papa Francisco condena marginalização das pessoas com deficiência

O papa Francisco condenou hoje a marginalização das pessoas com deficiência, afirmando que a imagem do corpo perfeito se tornou um grande negócio e "qualquer coisa imperfeita tem de ser escondida".

© Tony Gentile / Reuters

As críticas do papa Francisco foram proferidas hoje perante 20 mil doentes e pessoas com deficiência, incluindo jovens com síndrome de Down e deficiência mental, na missa para o Jubileu do Doente, que decorreu na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, em Roma.

Dirigindo-se aos doentes e às pessoas com deficiência, o papa afirmou que "o mundo não se torna melhor quando é composto apenas por pessoas aparentemente perfeitas, mas quando cresce a solidariedade entre as pessoas, a aceitação e o respeito mútuo".

O sumo pontífice condenou que se considere que "uma pessoa doente ou deficiente não pode ser feliz, porque é incapaz de realizar o estilo de vida imposto pela cultura do prazer e da diversão". Criticou também as sociedades em que o "cuidado com o corpo se converteu num mito de massas e, portanto, um negócio", em que oculta "o que é imperfeito", porque "vai contra a felicidade e tranquilidade dos privilegiados e coloca em causa o modelo em vigor.

Para o papa, compreender "o verdadeiro sentido da vida" passa por incluir "também a aceitação do sofrimento e da limitação."

"O modo como vivemos a doença e a incapacidade é um sinal de amor que estamos dispostos a oferecer", acrescentou.

Lusa

  • Madonna diz que América nunca desceu tão baixo
    2:12

    Mundo

    No mundo artístico, foram várias as vozes que se levantaram contra Trump, entre elas Madonna. A cantora disse esta quinta-feira em Nova Iorque, a propósito do dia da tomada de posse, que nunca a América desceu tão baixo. Já o ator Matthew McConaughey - que está em Londres - garantiu que não ia perder a cerimónia pela televisão.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.

  • Videoclipe mostra mulheres a fazer tudo o que é proibido na Arábia Saudita
    1:55

    Mundo

    Um grupo de mulheres canta, dança e faz outras coisas proibidas na Arábia Saudita como forma de protesto. O vídeo é uma crítica social à forma como as mulheres islâmicas são tratadas pelos maridos. Na letra constam frases como "Faz com que os homens desapareçam da terra" e "Eles provocam-nos doenças psicológicas". A ideia partiu de um homem, Majed al-Esa e já conta com 5 milhões de visualizações.

    Patrícia Almeida