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Quarto livreiro desaparecido regressa a Hong Kong oito meses depois

Um dos cinco livreiros de Hong Kong que desapareceu misteriosamente no ano passado, Lam Wing-kee, regressou hoje à antiga colónia britânica e pediu à polícia para deixar cair a investigação relativa ao seu caso.

reuters

Lam Wing-kee é um dos cinco livreiros que publicaram obras críticas de Pequim e desapareceram no final do ano passado.

Mais tarde, ficou a saber-se que todos eles, ligados à livraria Causeway Bay, estavam detidos na China e que quatro dos cinco -- incluindo Lam -- eram alvo de uma investigação oficial sobre a importação de livros proibidos a partir de Hong Kong.

Lam Wing-kee é o quarto livreiro que volta a Hong Kong. Os outros três voltaram pouco tempo depois a cruzar a fronteira rumo à China.

O livreiro Lam Wing-kee encontrou-se com a polícia na manhã de hoje e, à semelhança dos colegas, pediu o arquivamento do seu caso de desaparecimento e afirmou não precisar de qualquer tipo de assistência por parte da polícia ou do Governo de Hong Kong.

As autoridades da antiga colónia britânica indicaram que vão continuar a investigar o caso dos livreiros.

Entre outubro e dezembro do ano passado, cinco funcionários ligados à editora Mighty Current e à livraria Causeway Bay Books -- que publicava e vendia livros críticos de Pequim, -- desapareceram em circunstâncias misteriosas.

Gui Minhai, naturalizado sueco, desapareceu em Pattaya (Tailândia) em outubro. Lam Wing-kee, Cheung Chi-ping e Lui Por desapareceram no mesmo mês quando se encontravam no interior da China. Lee Bo, com passaporte britânico, desapareceu, em dezembro, em Hong Kong.

Todos reaparecerem semanas mais tarde na China, sob tutela das autoridades chinesas, e surgiram na televisão estatal a assumir crimes, em confissões que familiares, amigos e associações de defesa dos direitos humanos suspeitam terem sido feitas sob coação, ou a afirmar estar voluntariamente a colaborar com investigações policiais na China.

As autoridades chinesas acusam os livreiros de estarem envolvidos num caso de comércio de livros proibidos na China, uma atividade que alegadamente realizaram sob ordens de Gui Minhai, considerado o cérebro da operação.

Há dias, a filha de Gui Minhai pediu ajuda às autoridades norte-americanas para pôr termo à detenção "não oficial e ilegal" do seu pai, num apelo feito perante a Comissão Executiva do Congresso sobre a China.

Angela Gui disse à comissão que lhe foi negado acesso consular ou representação legal e que oito meses depois ainda não sabe onde o pai está, como está a ser tratado ou qual é a sua situação legal.

Os misteriosos desaparecimentos despertaram em Hong Kong o receio de que as autoridades chinesas tenham recorrido a agentes clandestinos para deter os livreiros, o que constituiria uma violação do princípio "um país, dois sistemas", ao abrigo do qual Macau e Hong Kong, que são regiões da China com administração especial, gozam de ampla autonomia.

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