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Detetados elevados níveis de radiação em escola no Japão

Uma escola secundária da região japonesa de Fukushima registou um nível de radiação até quatro vezes superior ao permitido devido ao armazenamento de resíduos contaminados pelo acidente nuclear, informou hoje o diário Asahi.

A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão anunciou que vai reforçar as inspeções das centrais nucleares, seguindo recomendações da Agência Internacional da Energia Atómica (AEIA).

A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão anunciou que vai reforçar as inspeções das centrais nucleares, seguindo recomendações da Agência Internacional da Energia Atómica (AEIA).

© Toru Hanai / Reuters

As instalações da escola, na localidade de Iizaka, a cerca de 68 quilómetros da central nuclear de Fukushima Daiichi, albergam cerca de 20 metros cúbicos de árvores e plantas contaminadas com isótopos radioativos, segundo o jornal.

O parque de estacionamento de bicicletas foi utilizado como armazém temporário destes resíduos durante a construção de um depósito permanente perto de Fukushima Daiichi, mas a paragem do projeto fez com que os materiais contaminados ali permanecessem.

O governo japonês é o responsável pela gestão e eliminação do material radioativo que ultrapasse os 8.000 becquereis por quilograma, segundo a legislação nipónica.

A pedido de um docente, laboratórios de Tóquio e de Fukushima realizaram análises e detetaram entre 27.000 e 33.000 becquereis por quilo nas amostras analisadas, um nível até quatro vezes acima do estipulado pela lei do país asiático.

O desastre provocado pelo sismo seguido de tsunami de 11 de março de 2011 provocou a fusão parcial de três reatores de Fukushima, que espalharam substâncias radioativas no nordeste do país.

A gestão de resíduos radioativos recolhidos nas proximidades da central é um dos problemas enfrentados pelas autoridades nipónicas após o acidente, devido à elevada dificuldade em encontrar terrenos apropriados para os depositar de forma segura e permanente.

Lusa

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