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Chefe da diplomacia diz que Rússia não pretende isolar-se da UE

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, afirmou hoje que a Rússia não pretende isolar-se da União Europeia (UE) e está interessada em cooperar em condições de igualdade com os seus parceiros europeus.

Chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov (AP/ Arquivo)

Chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov (AP/ Arquivo)

Ivan Sekretarev

"Não vamos ofender-nos nem vamos optar pelo isolamento. A União Europeia é o nosso vizinho direto, um importantíssimo parceiro económico-comercial", disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros russo no decurso do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.

Lavrov recordou que o Presidente russo, Vladimir Putin, declarou recentemente que Moscovo não vislumbra problemas irresolúveis nas suas relações com a UE, tensas nos últimos anos devido à crise na Ucrânia.

"O desenvolvimento dos mais diversos laços no âmbito da economia, política, cultura e segurança responde aos interesses vitais tanto da Rússia como dos países europeus", disse.

Apelou ainda para que os países europeus baseiem as suas políticas "nos interesses nacionais e não em falsos princípios de consenso e solidariedade, que ocultam a possibilidade de chantagem por parte de uma minoria russófoba, e para chamar as coisas pelos nomes".

Segundo Lavrov, "os países que pretendem romper politicamente as relações com a Rússia forçam a UE a adotar posições do mínimo denominador comum".

O ministro russo emitiu estas declarações pouco após o presidente da Comissão europeia, Jean-Claude Juncker, afirmar na inauguração do Fórum que a única forma de terminar com as sanções europeias à Rússia reside no cumprimento integral dos acordos de Minsk sobre a resolução do conflito ucraniano.

Neste aspeto, assegurou que a posição da União "é apenas uma", antes de referir que "não se pode ignorar" o desempenho da Rússia na crise no leste da Ucrânia e a "anexação ilegal" da Crimeia, que submeteram as relações UE-Rússia a uma "dura prova".

Em paralelo, Juncker disse que se deslocou à Rússia para "estender pontes" porque "é do senso comum" que apenas o diálogo pode superar as diferenças.

"A alguns não lhes agradou que tenha vindo, a outros sim. Pessoalmente gostei", assinalou ao intervir na inauguração do Forúm, onde disse que manterá "um diálogo franco e aberto" com o Presidente russo.


Lusa

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