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Livreiro de Hong Kong diz que foi obrigado a confessar crimes na televisão

Lam Wing-kee, um dos cinco livreiros de Hong Kong detidos pela China no final de 2015, libertado esta semana após oito meses desaparecido, garantiu em conferência de imprensa que a confissão que fez na televisão foi forçada.

Vincent Yu

Segundo a imprensa local, Lam disse numa conferência de imprensa em Hong Kong, dois dias depois da sua libertação, que as autoridades chinesas lhe tinham dado um guião em que afirmava querer ser castigado pelos seus "erros", o qual se limitou a seguir.

"Era um espetáculo e eu aceitei. Deram-me um guião e tinha de segui-lo. Se não o tivesse cumprido teriam pedido mais uma gravação", explicou o livreiro, em declarações citadas pelo diário South China Morning Post.

Com a libertação de Lam passam a ser quatro os livreiros de Hong Kong que já foram libertados, depois de terem desaparecido por razões desconhecidas.

Posteriormente, veio a saber-se que os cinco tinham sido detidos pela polícia chinesa.

Os cinco estavam ligados à editora Mighty Current e à livraria Causeway Bay Books, com sede em Hong Kong, que publicavam e vendiam livros críticos do regime comunista de Pequim e proibidos na China.

O quinto, Gui Minhai, com passaporte sueco e considerado o mais importante dos livreiros, continua em paradeiro desconhecido, depois de ter sido desaparecido em outubro de 2015 na Tailândia.

Os restantes reaparecerem semanas mais tarde na China, sob tutela das autoridades chinesas, e surgiram na televisão estatal a assumir alegados crimes, ou a afirmar estar voluntariamente a colaborar com investigações policiais.

Lam, de 61 anos, explicou que a polícia deteve-o em 24 de outubro quando estava na cidade vizinha de Shenzen (sul da China), acrescentando que lhe seria libertado se desse à polícia uma lista com os clientes da livraria, e também dos autores das obras em causa.

No início da detenção, o livreiro disse ter sido algemado, vendado e transportado de Shenzen para Ningbo (leste da China) onde esteve cinco meses numa habitação, sob vigilância.

Negou, no entanto, ter sido maltratado durante o período de detenção e disse que tinha comida, tratamento médico e um sítio para dormir, mas não podia comunicar com o exterior, nem teve direito a consultar um advogado.

Depois da conferência de imprensa, a Amnistia Internacional (AI) enviou um comunicado ao Governo chinês em que exige que "admitisse a verdade".

Segundo a diretora da AI-Hong Kong, Lam comunicou "o que muitos suspeitavam há tempos: que esta foi uma operação orquestrada pelas autoridades chinesas. Parece claro que ele e provavelmente os outros, foram detidos arbitrariamente, maltratados e obrigados a confessar".

Lusa

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