sicnot

Perfil

Mundo

Cinco anos de prisão para antigo guarda de Auschwitz pela morte de 170 mil judeus

O antigo guarda de Auschwitz Reinhold Hanning, de 94 anos, foi hoje condenado a cinco anos de prisão pela cumplicidade na morte de 170 mil judeus entre janeiro de 1943 e junho de 1944.

 Reinhold Hanning

Reinhold Hanning

BERND THISSEN / POOL

"O acusado é condenado a cinco anos de prisão por cumplicidade na morte de 170 mil pessoas", indicou o tribunal de Detmold. "Ele sabia que em Auschwitz pessoas inocentes estavam a ser assassinadas todos os dias nas câmaras de gás", acrescentou o tribunal.

A acusação tinha pedido seis anos de prisão por considerar que, na sua qualidade de guarda prisional em Auschwitz, Reinhold Hanning era plenamente consciente e cúmplice dos assassinatos aí cometidos.

A defesa pediu a absolvição, com o argumento de que Hanning nem torturou nem participou diretamente nos assassinatos, além de que não consta que tenha servido na "rampa da morte" ou na seleção dos presos destinados à câmara de gás.

"Sinceramente arrependido"

Ouvido em tribunal a 29 de abril, Reinhold Hanning afirmou estar "sinceramente arrependido".

"Tenho vergonha de ter deixado esta injustiça acontecer e de nada ter feito para o impedir. Estou sinceramente arrependido", declarou no tribunal de Detmold, onde está a ser julgado desde 11 de fevereiro.

Jovem operário recrutado aos 18 anos pelas Waffen SS (força militar do partido nazi de Adolf Hitler), Hanning combateu nos Balcãs e na frente russa antes de ser transferido, no início de 1942, para Auschwitz. Colocado no campo de concentração de base Auschwitz-I, também fiscalizava a zona do cais de chegada de Birkenau (Auschwitz-II).

No 13º dia do seu julgamento, durante o qual manteve sempre silêncio, Hanning lamentou ter pertencido a uma organização responsável pela morte de incontáveis famílias e inocentes.

Antes, os seus advogados tinham lido um texto de 23 páginas sobre a juventude e o envolvimento do seu cliente, no qual ele reconhece ter tido conhecimento dos assassínios em massa realizados em Auschwitz. O texto retrata igualmente um acusado apolítico que nada pode fazer contra a sua incorporação nas SS.

"Auschwitz foi um pesadelo. Gostaria de nunca lá ter estado", conclui o texto.

  • Surto de hepatite A em Portugal
    2:45

    País

    Há um surto de hepatite A em Portugal. Desde janeiro, 105 pessoas foram diagnosticadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, um número superior aos casos contabilizados em todo o país nos últimos 40 anos. O surto terá começado na Holanda e está a atingir quase toda a Europa. A Direção-Geral de Saúde vai divulgar ainda esta terça-feira as normas de orientação clínica para que os médicos possam lidar da melhor maneira com este surto.

  • Bruno de Carvalho e Octávio Machado suspensos

    Desporto

    O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, e o diretor-geral para o futebol, Octávio Machado, foram esta terça-feira suspensos pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência de uma queixa apresentada pelo Benfica em novembro de 2015.

  • Abertura da lagoa de Santo André atrai surfistas e bodyboarders
    4:15
  • Corredora exausta é levada ao colo até à meta na meia maratona do amor
    1:06

    Mundo

    Aconteceu este domingo em Filadélfia, EUA. A poucos metros da meta uma corredora exausta é amparada por dois colegas. Mas o cansaço é tanto que fica sem força nas pernas. É quando aparece a terceira ajuda. Um homem volta para trás e leva-a no colo até à meta. A centímetros do fim larga-a para que a corredora possa atravessar a meta pelo seu próprio pé.

    Patrícia Almeida

  • Kennedy acreditava que Hitler estava vivo

    Mundo

    Um diário de John F. Kennedy vai a leilão em Boston, nos Estados Unidos da América. O diário foi escrito durante a sua breve carreira como jornalista, depois da 2.ª Guerra Mundial. No livro, foram expostas algumas teorias do antigo Presidente norte-americano, como a possibilidade de Hitler estar vivo.

    Ana Rute Carvalho