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Rússia ataca rebeldes sírios apoiados pelos EUA

Aviões russos fizeram uma série de ataques no sul da Síria contra rebeldes que tinham recebido apoio dos Estados Unidos, disse na quinta-feira um responsável da Defesa norte-americana.

(Arquivo)

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© Khalil Ashawi / Reuters

Estes bombardeamentos, perto do posto fronteiriço de Al-Tanaf, entre a Síria e o Iraque, "revelam preocupações graves sobre as intenções russas" na Síria, disse o responsável, sob anonimato.

A fonte não forneceu informações sobre o número de combatentes afetados pelos ataques, nem sobre o que lhes aconteceu. "Há vítimas", limitou-se a dizer. Também não especificou a qual dos grupos sírios os combatentes estariam ligados.

Os militares norte-americanos lançaram no início de 2015 um programa de 500 milhões de dólares para formar e equipar combatentes sírios interessados em lutar contra o grupo extremista Daesh.

A Rússia e os Estados Unidos da América (EUA) estão envolvidos num processo diplomático e político sobre a Síria que está parado após cinco anos de guerra, que já causou 280 mil mortos e milhões de refugiados.

Os EUA acusam a Rússia de procurar consolidar o regime de Bashar al-Assad e de continuar a atacar a oposição moderada.

"Os russos reforçaram as forças do regime e estão implicados neste momento nos ataques contra a oposição", disse na quinta-feira o diretor da CIA, John Brennan.

"Estou desiludido por a Rússia não ter um papel construtivo para utilizar a sua influência na Síria" para levar o regime e o exército "para as negociações" com a oposição moderada, acrescentou.

Os dois países não se coordenam militarmente, mas trocam informações, em princípio diariamente, sobre os movimentos dos seus aviões para evitar incidentes entre eles.

A Rússia anunciou na quinta-feira uma trégua nos combates em Alepo, a grande cidade do norte, mas os combates foram retomados durante o dia.


Lusa

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