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Primeiro-ministro francês mantém firme a postura do Governo face à pressão sindical

O primeiro-ministro francês admitiu hoje que há um "profundo desacordo" com os sindicados sobre a reforma laboral em França, mas frisou ter chegado a hora de se avançar rapidamente para a aprovação de um projeto de lei nesse sentido.

© Philippe Wojazer / Reuters

"Não se vai retirar o (atual) texto nem mudar a sua filosofia, nem ainda reescrever os principais artigos", disse Manuel Valls numa entrevista publicada hoje no semanário francês Le Journal de Dimanche.

O projeto defendido pela ministra do Trabalho gaulesa, Myruiam El Khonri, voltará à Assembleia Nacional (AN) a 05 de julho próximo, depois de ter sido aprovado no próprio Parlamento por decreto e de estar atualmente a aguardar a tramitação no Senado.

"Houve tempo para o diálogo. A social-democracia não é a expressão permanente da contestação, mas sim o respeito dos tempos democráticos", frisou o chefe do executivo francês, que não se pronunciou sobre a possibilidade de recorrer à Constituição caso seja necessário "saltar" pelo voto do parlamento.

"Cada coisa a seu tempo", afirmou Manuel Valls, deixando, porém, clara a intenção de restabelecer a versão aprovada pelo parlamento em maio, depois de a direita francesa, disse o primeiro-ministro francês, a ter "alterado significativamente" no Senado.

Manuel Valls evitou também ser mais preciso sobre a eventual proibição das manifestações convocadas para 23 e 28 deste mês, mas pediu "responsabilidade" aos sindicatos.

"Tendo em conta a situação, as altercações que têm acontecido, o atentado contra dois polícias e a realização do Campeonato da Europa (de futebol), os organizadores deveriam anular as manifestações", defendeu.

Manuel Valls sublinhou que, se o executivo constatar que os protestos vão constituir um "novo perigo" para as forças de segurança francesas e para os bens públicos, o Governo será "obrigado a assumir as suas responsabilidades".

Lusa

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