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Aumenta para 23 o número de mortos em atentados no Afeganistão

Pelo menos 23 pessoas morreram, entre as quais 14 seguranças nepaleses, vítimas de três ataques simultâneos hoje no Afeganistão, os primeiros depois de os Estados Unidos terem anunciado o reforço na segurança do país.

© Omar Sobhani / Reuters

O primeiro atentado foi levado a cabo por um bombista suicida, que acionou os explosivos que transportava à passagem de um autocarro, na estrada entre Cabul e Jalalabad, em que viajavam seguranças privados nepaleses.

Segundo uma nota do ministro do Interior, uma outra explosão provocou ferimentos a nove pessoas, entre as quais cinco nepaleses e quatro afegãos, que também seguiam num autocarro na zona da capital.

Os cidadãos do Nepal que foram alvo do primeiro ataque trabalhavam para uma empresa de segurança privada contratada pela embaixada do Canadá em Cabul.

Uma mensagem diplomática canadiana confirmou que o "ataque que se registou hoje" tinha como alvo a "companhia de segurança" e não os trabalhadores locais que exercem funções na embaixada.

Um porta-voz dos talibãs, através de textos publicados nas redes sociais, já reivindicou estes dois ataques que são apontados como os mais graves desde 6 de junho, dia que marcou o início do Ramadão.

"Ao princípio desta manhã concretizamos um ataque mártir contra guardas das forças de agressão e que fizeram 20 mortos e vários feridos", anunciou através da rede de mensagens WhatsApp, Zabilhullah Mujahid, porta-voz talibã que prometeu, em breve, "fornecer mais pormenores".

Logo após os dois ataques registados na zona da capital, a explosão de uma moto armadilhada fez oito mortos, na pequena cidade de Keshim, província de Badakshan, no nordeste do Afeganistão.

"Todas as vítimas são civis", disse à agência noticiosa France Pesse um porta-voz provincial, alertando que o número total de mortos em Keshim pode aumentar.

O último ataque reivindicado por talibãs na capital afegã fez 64 mortos e 340 feridos e registou-se no passado dia 19 de abril.

Os extremistas islâmicos, que exigem a retirada de todas as forças estrangeiras do Afeganistão, continuam a ganhar terreno depois da retirada das tropas da NATO, registando-se o incremento de ações violentas principalmente no sul do país mas também em algumas províncias do norte.

Mais de cinco mil elementos das forças de segurança afegãs morreram, vítimas de ataques talibãs em 2015.

Segundo as Nações Unidas, no ano passado, os ataques atingiram também 11 mil civis, entre os quais 3.550 foram vítimas mortais.

Recentemente, face à situação de insegurança no Afeganistão, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama anunciou um prolongamento no processo de retirada das tropas norte-americanas.

Assim, uma grande parte do contingente de 9.800 homens deve manter-se no país durante o ano devendo apenas ser reduzido aos 5.500 efetivos em 2017 que se vão manter no Afeganistão no quadro da operação "Resolute Support", sob o controlo da Aliança Atlântica e que prevê uma força constituída por 10 mil militares, no total.


Lusa

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