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Seis mortos e mais de cem feridos em protesto de professores no México

Seis pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas no sul do México no domingo num protesto de professores, quando homens armados abriram fogo sobre a multidão, num momento em que manifestantes e polícia entraram em confronto.

© Stringer . / Reuters

A polícia lançou gás lacrimogéneo contra os manifestantes com o objetivo de pôr fim a uma barricada que bloqueou, durante uma semana, uma rua em Asuncion Nochixtlan, cidade do estado de Oaxaca, onde alguns veículos foram queimados.

O Sindicato Coordenador Nacional de Trabalhadores de Educação tem liderado os protestos contra uma reforma educativa e contra a detenção de dois dos seus líderes.

A Comissão Nacional de Segurança negou que os agentes estivessem armados, dizendo que as fotografias em que surgiam com armas eram "falsas".

Mais tarde, o chefe da polícia federal, Enrique Galindo, disse que uma unidade armada foi destacada depois de pessoas não identificadas terem "disparado sobre a polícia e a população".

"Há relatos da presença de vários grupos violentos que lideraram os bloqueios da estrada e instalações estratégicas por vários dias", indicou o Governo federal e estadual num comunicado conjunto, instando o Coordenador Nacional de Trabalhadores de Educação a distanciar-se destes grupos não identificados.

Uma das vítimas mortais é o jornalista Elidio Ramos Zárate, assassinado enquanto cobria o protesto, segundo confirmou à agência de notícias Efe o diretor do jornal para onde trabalhava, El Sur.

Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
    0:36

    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite