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Festival de carne de cão na China atrai multidão apesar dos protestos

Uma multidão de pessoas acorreu hoje ao mais mediático "Festival de Carne de Cão" da China, que se realiza anualmente na localidade de Yulin, província de Guangxi (sudoeste), apesar dos insistentes protestos de organizações amigas dos animais.

© Tony Gentile / Reuters

Mais de 10.000 cães são mortos durante o evento em condições que os ativistas classificam como espetáculo bárbaro, com os animais a serem espancados e cozidos vivos na crença que, enquanto mais aterrorizados estiverem, mais apetitosa é a carne.

"Está muita gente no mercado de carne de cão de Dongkou", descreveu Peter Li, da organização Humane Society Internacional (HSI) à agência France Presse.

O governo local encarregou polícias à paisana para controlar grupos de fora e evitar confrontos entre defensores dos direitos dos animais e os vendedores, afirmou Li, acrescentando que um dos comerciantes brandiu uma faca aos jornalistas.

O evento continua a realizar-se, apesar da petição assinada por 11 milhões de pessoas e enviada pela HSI ao Presidente chinês, Xi Jinping, a exigir o fim do festival e vídeos com apelos feitos por celebridades como Matt Damon e Rooney Mara.

Um editorial do jornal oficial Global Times acusou na semana passada os ativistas estrangeiros de praticar um tipo de "extremismo cultural".

"Os ocidentais agora exigem que os não ocidentais mudem os seus hábitos alimentares, porque acham que a sua cultura e sentimentos merecem mais respeito", afirmou.

O consumo de carne é comum em muitas partes do sul da China.

Alguns locais argumentam que os protestos têm o efeito perverso de trazer mais gente ao festival, mas os ativistas argumentam que há menos vendedores este ano.

"Há dois grupos de pessoas a comer cão: os que realmente adoram carne de cão e os consumidores políticos, que comem por orgulho regional e num sinal de desprezo por quem vem de fora", descreveu Peter Li.

Este ano, as autoridades puseram barreiras nas vias de acesso ao município, visando travar a entrada de cães roubados ou não registados, mas os ativistas pedem "uma ordem para encerrar definitivamente os matadouros".

Questionada sobre a oposição internacional ao festival, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hua Chunying negou que se trate de um evento oficial, afirmando que o governo de Yulin nunca "apoiou, organizou ou acolheu o chamado Festival da Carne de Cão".

"É uma preferência alimentar. Não existe um festival com esse nome", disse.

Lusa

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