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Negociações de paz para a Síria abertas em julho com condições da ONU

O mediador das Nações Unidas (ONU) para a Síria manifestou a esperança de que uma nova ronda de negociações de paz possa ser aberta em julho, mas apenas se a segurança e a situação humanitária melhorarem visivelmente.

Ban Ki-moon, secretário geral da ONU.

Ban Ki-moon, secretário geral da ONU.

© Denis Balibouse / Reuters

É necessário que "a cessação das hostilidades se mantenha, que a ajuda humanitária aumente e que se chegue a um acordo sobre uma transição política", enumerou Staffan de Mistura perante a assembleia geral das Nações Unidas.

"Podemos ter, preferencialmente em julho, discussões entre os sírios, não a propósito de princípios, mas de medidas concretas que levem a uma transição política. Mas não agora. É muito cedo, tendo em conta as discussões e a situação atual ", acrescentou o mediador.

Staffan de Mistura ressaltou que não só o regime sírio e a oposição não têm a mesma conceção de transição, como não concordam em outros assuntos, incluindo o papel do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Além disso, o mediador afirmou que "as discussões políticas não podem continuar (...) à medida que as hostilidades aumentam e os civis passam fome".

Apesar das melhorias no abastecimento de cidades cercadas, a ONU ainda está longe de ter um "acesso humanitário livre, incondicional e seguro" para chegar à população.

Desde o início do ano, as agências das Nações Unidas foram capazes de reabastecer, por estrada, 330.000 pessoas em 16 das 18 áreas cercadas.

O chefe das operações humanitárias da ONU, Stephen O'Brien, condenou a "tática bárbara e medieval", utilizada pelo governo sírio, de impedir que a população tenha acesso ao que lhes é enviado colocando obstáculos aos comboios enviados.

O'Brien acusou o regime de ter retirado dos comboios da ONU centenas de milhares de medicamentos e equipamentos essenciais para a população síria.

Lusa

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