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Obama diz que Senado falhou com o povo americano ao rejeitar controlo de armas

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que o Senado "falhou com o povo americano" ao ter rejeitado quatro propostas legislativas a favor de um maior controlo de armas de fogo naquele país.

© Kevin Lamarque / Reuters

"A violência com armas exige mais do que momentos de silêncio. Exige ação", escreveu Obama na sua conta oficial na rede social Twitter.

Com o "fracasso" no "teste" que representou a votação na segunda-feira para um maior controlo sobre a compra e a venda de armas, "o Senado falhou com o povo americano", acrescentou o chefe de Estado.

Já o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, qualificou a votação de segunda-feira no Senado (câmara alta do Congresso norte-americano atualmente liderada por uma maioria republicana) como "uma vergonhosa exibição de cobardia" e afirmou que Obama está "profundamente frustrado" com a decisão.

Em declarações às estações televisivas norte-americanas CNN e MSNBC, Josh Earnest destacou que as medidas submetidas a votação contavam com "um forte apoio bipartidário".

Os senadores republicanos "continuam a proteger um vazio legal que permite que pessoas suspeitas de terrorismo comprem uma arma de fogo (...). Isso não faz qualquer sentido", frisou ainda o porta-voz de Obama.

A votação no Senado aconteceu uma semana depois do tiroteio numa discoteca em Orlando (Florida), que provocou 49 mortos e que foi considerado como o pior tiroteio na história recente dos Estados Unidos.

Nenhuma das quatro propostas (duas apresentadas pelos republicanos e outras duas pelos democratas) conseguiu o mínimo de 60 votos favoráveis para avançar no processo legislativo. A maioria dos senadores votou em conformidade com a orientação da sua fação partidária.

Duas das medidas em votação (uma democrata e outra republicana) tinham um objetivo bastante similar: impedir pessoas investigadas por terrorismo de comprar armas de fogo.

A terceira proposta, apresentada pelos republicanos, abordava a possibilidade de pessoas com um historial de doenças mentais não serem adicionadas às bases de dados de potenciais compradores de armas.

A última medida, proposta pelos democratas, defendia a generalização das verificações de antecedentes criminais ou psiquiátricos antes da venda de armas de fogo, algo que ainda não acontece em todos os estados federais.

O porta-voz de Obama referiu hoje que 24 horas depois do massacre de Orlando outros 42 incidentes com armas de fogo foram registados no país.

Estes incidentes "acontecem todos os dias, nas comunidades de todo o país", insistiu Josh Earnest.

Segundo uma sondagem do canal de informação norte-americano CNN, divulgada na segunda-feira, cerca de 92% dos americanos apoiam que qualquer potencial comprador de uma arma de fogo seja submetido antes a uma verificação de antecedentes.

O mesmo estudo revelou que 85% dos inquiridos defendem a proibição de compra de armas de fogo para pessoas que constem na lista de suspeitos de terrorismo elaborada pelo governo.

Lusa

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