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Trabalhistas avisam que vitória do Brexit ameça direitos laborais

O líder trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, disse hoje que uma eventual vitória do 'Brexit' no referendo europeu de quinta-feira pode arriscar a economia do Reino Unido e também os direitos laborais.

reuters

Num apelo aos seguidores trabalhistas, Corbyn assinalou que o bloco dos 28 países da União Europeia protegerá os postos de trabalho e insistiu que esta votação determinará o futuro crescimento do Reino Unido.

"As próximas horas determinaram o futuro do Reino Unido", afirmou o político, considerando que a pergunta crucial de quinta-feira será: "o que é o melhor para o emprego no Reino Unido, os direitos laborais e a nossa futura prosperidade?".

Segundo Corbyn, a 23 de junho os britânicos têm de decidir se ficam "para proteger os empregos e a prosperidade no Reino Unido que depende do comércio na Europa" ou "se dá um passo num futuro desconhecido" caso se opte pela saída, questionou o líder da oposição, que no passado foi um forte crítico do bloqueio europeu.

Um voto a favor da permanência supõe "dar prioridade à economia", disse Corbyn, que pediu aos trabalhistas que votem a favor da permanência britânica na União Europeia (EU).

O apoio dos trabalhistas é visto pela campanha pela permanência como crucial para ganhar a votação de quinta-feira, dada a profunda divisão que há no Partido Conservador do primeiro-ministro britânico, David Cameron, entre aqueles que querem a permanência na EU e os que apoiam o 'Brexit'.

A campanha do referendo sobre a permanência ou saída do Reino Unido da União Europeia ficou marcada pelo assassinato da deputada trabalhista Jo Cox, de 41 anos, que foi baleada e esfaqueada na passada quinta-feira no seu círculo eleitoral, no norte da Inglaterra, enquanto fazia campanha a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia.

  • Marcelo Rebelo de Sousa avisou que depois das autárquicas viria um novo ciclo. A lógica levou-nos a assumir que estava a falar do PSD, mas hoje, olhando para a situação política, devemos também incluir nessa previsão a “geringonça” e os seus equilíbrios. Não acredito que as coisas mudem até às legislativas, mas as contas só se fazem depois dos votos das autárquicas. Até lá, o tom de voz das esquerdas vai engrossar.

    Bernardo Ferrão

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