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Buracos negros permitem detetar ondas gravitacionais pela primeira vez

O sistema binário de buracos negros, que permitiu, em setembro de 2015, detetar pela primeira vez ondas gravitacionais, foi descrito em pormenor por cientistas polacos num estudo publicado hoje na revista Nature.

Buraco negro encontra-se no centro da Via Láctea

Buraco negro encontra-se no centro da Via Láctea

© Ho New / Reuters

As vibrações no espaço-tempo captadas pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferómetro Laser (Estados Unidos) foram provocadas pelo choque de dois buracos negros provenientes de duas estrelas com grande massa, segundo modelos matemáticos elaborados pela Universidade de Varsóvia.

Ambas as estrelas formaram-se cerca de 2.000 milhões de anos depois do Big Bang, segundo os modelos matemáticos polacos, tendo sido mais brilhantes e maiores do universo.

Há 1.200 milhões de anos, os dois buracos negros colidiram e esse choque resultou num cataclismo que formou o sistema binário GW150914. Este sistema foi detetado o ano passado por instrumentos terrestres de alta precisão.

As duas estrelas originais tinham uma composição relativamente pura, na qual predominava o hidrogénio e o hélio e existia menos de 10% de elementos pesados como o carbono, oxigénio e ferro.

O grupo de cientistas liderado por Krzysztof Belczynski elaborou um modelo que permite aos investigadores descrever a evolução dos sistemas binários desde o nascimento do universo até ao presente.

Os cientistas compararam as características do sistema detetado pelo observatório com os objetos que figuram na lista das suas estimativas matemáticas, de modo a identificar o sistema que terá, provavelmente, causado os sinais detetados.

O estudo de Belczynski é um dos primeiros a utilizar as informações capturadas através das ondas gravitacionais e é o primeiro a expor características dos objetos astronómicos mais distantes.

Lusa

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