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Índia lança recorde de 20 satélites numa única missão

Um foguetão com um número recorde de 20 satélites foi lançado hoje numa missão da agência espacial da Índia, que tem ganho uma grande parte do mercado espacial comercial.

Arquivo Reuters

O foguetão foi lançado do porto espacial de Sriharikota - no sul da Índia - com satélites dos Estados Unidos da América (EUA), da Alemanha, do Canadá e da Indonésia, a maioria numa única missão.

Grande parte dos satélites vai entrar em órbita para observar e medir a atmosfera da Terra, enquanto outro tem o objetivo de fornecer serviço para operadores amadores de rádio.

"Cada um destes pequenos objetos que foram lançados para o espaço vai ter a sua própria atividade, são independentes uns dos outros, e cada um deles vai viver uma vida maravilhosa por um período finito", disse o Presidente da Organização de Investigação Espacial Indiana (ISRO), A. S. Kiran Kumar, ao jornal NDTV.

O negócio de lançar satélites comerciais para o espaço com um pagamento está a crescer à medida que telemóveis, internet e outros negócios, bem como países, procuram cada vez mais e melhores comunicações de alta tecnologia.

A Índia está a competir com outros empresários internacionais para uma partilha cada vez maior desse mercado de lançamento de satélites, e é conhecido pelo seu programa espacial a preços 'low-cost'.

Entre os 20 satélites lançados hoje, estavam 13 dos EUA incluindo um de uma empresa que é propriedade da Google e dois de universidades indianas.

O primeiro-ministro, Narendra Modi, apelidou o recorde de 20 satélites de "feito monumental", apesar de ainda estar atrás do recorde de 33 satélites da Rússia em 2014 e de 29 satélites da NASA em 2015.

"O nosso programa espacial tem tempo e mostra mais uma vez o potencial transformativo da ciência e tecnologia na vida das pessoas", escreveu Modi no Twitter.

No mês passado, a Índia lançou com sucesso o seu primeiro mini-veículo espacial depois de se ter juntado à corrida global para fazer foguetões reutilizáveis.

O veículo foi, segundo se disse, desenvolvido com um orçamento de apenas mil milhões de rupias (14 milhões de dólares), uma fração dos milhares de milhões de dólares gastos por outros programas espaciais de outros países.

Em 2013, a Índia enviou um foguetão sem tripulação para a órbitra de Marte com um custo de apenas 73 milhões de dólares, comparado com a missão Maven Mars da NASA que teve um preço de 671 milhões de dólares.

A missão bem-sucedida foi um grande orgulho na Índia, que ultrapassou a rival China ao tornar-se o primeiro país asiático a alcançar o planeta vermelho.

Modi tem aclamado o orçamento da Índia para a tecnologia espacial ao ironizar que em 2014 um foguetão local, que colocou quatro satélites estrangeiros em órbita, custou menos do que o filme de ficção científica 'Gravity', de Hollywood.

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