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ONU pede à comunidade internacional que apoie civis iraquianos que fugiram de Fallujah

O Conselho de Segurança da ONU instou, na terça-feira, a comunidade internacional a cumprir a sua "obrigação moral e política" de ajudar os civis iraquianos que fugiram de Fallujah devido a uma operação contra o Estado Islâmico.

REUTERS

Os membros do Conselho aplaudiram "a contraofensiva bem-sucedida" lançada pelas forças iraquianas e os seus parceiros de coligação a 22 e 23 de maio, com o objetivo de recuperar Fallujah, um bastião dos extremistas que estava tomado há meses.

O grupo Estado Islâmico perdeu 45% do território que controlava, apontou o embaixador francês Francois Delattre, que ocupa atualmente a presidência rotativa do Conselho.

No entanto, mais de 60 mil pessoas foram forçadas a deixar as suas casas nesta zona no último mês, causando dificuldades no trabalho de apoio humanitário.

Milhares de famílias não têm nada que comer ou qualquer lugar para dormir.

A agência para os refugiados da ONU indicou que serão necessários mais 20 campos nas próximas semanas para acolher os deslocados, acrescentando que é "urgente" disponibilizar 17,5 milhões de dólares para responder às necessidades imediatas.

Os países que apoiam o Iraque têm "uma obrigação moral e política" de ajudar os que mais precisam e garantir que "aqueles que fugiram dos combates em Fallujah e em torno de Fallujah não vão sofrer duas vezes", disse Delattre.

O embaixador acrescentou que todas as partes envolvidas devem "respeitar as suas obrigações no que toca à lei internacional humanitária".

"É crucial que o Estado iraquiano garanta que não há qualquer retaliação contra a população civil por grupos paramilitares", afirmou.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi declarou vitória em Fallujah na semana passada, após a bandeira nacional ter sido içada no principal complexo governamental.

Lusa

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