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Obama lamenta decisão "frustrante" do Supremo sobre plano para a imigração

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou hoje a decisão "frustrante" do Supremo Tribunal norte-americano de bloquear uma nova política de imigração, afirmando que a deliberação será "devastadora" para milhões de pessoas.

© Carlos Barria / Reuters

O bloqueio "não só atrasa [a reforma da política de imigração] mas impede-nos de ser o país que queremos ser", disse o chefe de Estado norte-americano, numa declaração na Casa Branca, em Washington.

Esta decisão é "frustrante" e "devastadora" para milhões de pessoas, referiu o governante, acrescentando que "não se deve temer" a imigração.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu hoje bloquear o plano para a imigração proposto por Obama, uma medida emblemática do Presidente que pretendia impedir a deportação de quatro a cinco milhões de pessoas que vivem ilegalmente naquele país.

A decisão da mais alta instância judicial norte-americana foi alcançada sem maioria, quatro juízes votaram a favor e outros quatro juízes votaram contra, e significa a manutenção do atual bloqueio judicial às medidas executivas avançadas por Obama em novembro de 2014.

Num ano eleitoral, a deliberação do Supremo ganha um forte peso político.

Em 2014, Obama anunciou um conjunto de medidas executivas que pretendiam beneficiar muitos dos mais de 11 milhões de imigrantes sem documentos, a grande maioria hispânicos, que residem nos Estados Unidos.

Desde então, cerca de 26 estados federais, praticamente todos de maioria republicana, recusaram aplicar os decretos presidenciais.

Os mesmos estados, numa ação liderada pelo Texas, obtiveram decisões judiciais que sublinhavam que o chefe de Estado norte-americano tinha ultrapassado a sua autoridade e ignorando o Congresso.

Em termos práticos, a iniciativa de Obama -- que tinha apresentado o dossiê da imigração como uma questão prioritária quando chegou ao poder em 2009 - acabou por ficar estagnada e a decisão de hoje da alta instância judicial veio reduzir as hipóteses do plano seguir em frente.

A deliberação do Supremo foi imediatamente saudada pelo campo conservador.

"A decisão de hoje confirma aquilo que mantemos desde o início: uma pessoa, mesmo que ela seja o Presidente, não pode mudar a lei de forma unilateral", comentou o procurador-geral do Texas, Ken Paxton.

Lusa

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