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Tribunal inglês decidiu entregar para adoção bebé de casal luso-britânico

Um tribunal inglês decidiu hoje entregar para adoção o bebé retirado pelos serviços sociais britânicos a um casal luso-britânico, após a falta de resposta às tentativas de contacto, adiantou fonte da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Reuters

"O Tribunal de Portsmouth decidiu que a criança será encaminhada para adoção", confirmou a mesma fonte, adiantando que a audiência final do processo foi marcada para 22 de Julho.

O caso refere-se ao bebé Santiago, filho da portuguesa Iolanda Menino e do britânico Leonardo Edwards, nascido a 01 de fevereiro e retirado pelos serviços sociais ao fim de nove dias.

Segundo a fonte, os pais não estiveram presentes na audiência nem se fizeram representar na sessão à qual assistiu uma funcionária do Consulado Geral de Portugal em Londres.

"As autoridades portuguesas solicitaram, na última audiência do Tribunal, algum tempo para tentar estabelecer contacto com os avós de Santiago, que residem na Figueira da Foz. Infelizmente, nem os avós nem os pais responderam às muitas tentativas de contacto feitas presencialmente, por assistentes sociais, por 'email', por telefone e por correio registado. Assim, o Consulado informou o Tribunal de que as nossas tentativas foram infrutíferas", informou a secretaria de Estado.

Os progenitores da criança viajaram para Portugal em abril, altura em que abordaram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Foram também recebidos pelos deputados Paulo Pisco (PS) e, numa outra ocasião, pelos deputados Carlos Gonçalves (PSD), Isabel Santos (PS), Carla Cruz (PCP) e Domicilia Costa (BE) e fizeram uma manifestação junto à Assembleia da República.

Entretanto, iniciaram uma campanha intitulada "Justiça para o Santiago" nas redes sociais, onde acusam os serviços sociais de "rapto" e de "tráfico de crianças".

Segundo relataram à Lusa, tudo começou após um parto em casa que correu mal.

A mulher sofreu uma hemorragia e foi internada, no mesmo dia, para a remoção da placenta, tendo alta no dia seguinte.

No terceiro dia de vida da criança, duas enfermeiras dirigiram-se à residência, em ocasiões diferentes, para observar o bebé, mas os pais recusaram-se a abrir a porta, alegando que a mãe estava cansada e que as visitas não tinham sido marcadas.

Posteriormente, um agente da polícia deslocou-se à casa e observou a criança.

Porém, aos cinco dias de vida, Santiago contraiu icterícia e os pais levaram-no ao hospital, onde ficou internado para um tratamento de três dias.

Foi então que foram informados de que o tribunal decidira que a criança lhes seria retirada.

Desde então, o casal ficou limitado a ver o filho por períodos diários de 90 minutos, mas não diariamente, até 04 de março, quando o viram pela última vez.

Devido à denúncia que fizeram na comunicação social e na Internet, foram alvo de uma providência cautelar parar pararem de falar publicamente sobre o caso, sob ameaça de prisão, razão pela qual se recusam a regressar ao Reino Unido.

Lusa

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