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Morreu Bill Cunningham, lenda da fotografia de moda de Nova Iorque

O veterano e lendário fotógrafo de moda de Nova Iorque Bill Cunningham morreu aos 87 anos, noticiou no sábado o The New York Times, jornal que publicou os seus trabalhos ao longo de quatro décadas.

© Carlo Allegri / Reuters

Cunningham tinha sido hospitalizado há uma semana na sequência de uma paragem cardíaca.

Tinha desde 1978 um espaço na edição de domingo do The New York Times dedicado à moda, com imagens captadas nas ruas de Nova Iorque e que era uma das secções do jornal mais populares entre os leitores.

Cunningham identificava tendências de moda na cidade, percorrendo as ruas de Manhattan de bicicleta e munido com uma pequena máquina fotográfica.

Era uma figura emblemática do mundo da moda e também fotografava estrelas.

"Todas nos vestimos para o Bill", dizia a diretora da edição norte-americana da revista Vogue, Anne Wintour.

Cunningham nasceu em 1929 em Boston, numa família de origem irlandesa.

Em 2008, o Governo francês distinguiu-o com a "Legião de Honra" e foi nomeado "mito vivo" de Nova Iorque pelas autoridades da cidade.

Em 2010, foi feito um documentário sobre a sua vida ("Bill Cunningham New York"), que estreou no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e que em 2013 foi exibido em Lisboa, no Museu do Design e da Moda (Mude).

No entanto, e paradoxalmente, Cunningham era conhecido pela sua humildade e austeridade.

Vivia num pequeno apartamento e tomava o pequeno-almoço sempre no mesmo café, no mesmo prédio.

"O dinheiro é a coisa mais barata que existe. A mais cara é a liberdade", costumava dizer.

"Os poderosos e ricos do mundo da moda procuravam a sua companhia, mas ele manteve-se como uma das pessoas mais encantadoras, amáveis e humildes que já conheci. Perdemos uma lenda e estou pessoalmente arrasado por ter perdido um amigo", escreveu Arthur Ochs Sulzberger Jr., editor do The New York Times.

Bill Cunningham trabalhou para o Chicago Tribune e para o Daily News antes de passar para o The New York Times.

Lusa

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