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Imprensa espanhola destaca vitória do PP de Mariano Rajoy

A vitória do Partido Popular em Espanha domina hoje as manchetes dos jornais espanhóis, que referem a necessidade de Mariano Rajoy ter de negociar para formar Governo, apesar de uma votação melhor em relação às eleições de dezembro.

reuters

Na sua edição online, o El Mundo titula que "Os espanhóis dão uma nova oportunidade a Mariano Rajoy", escrevendo que "o PP reforça a sua maioria no Senado, com mais seis senadores".

O jornal El País titula "O PP reforça-se e o bloco de esquerdas perde terreno", enquanto o ABC destaca que "Espanha quer que Rajoy governe" e o La Vanguardia escreve "Rajoy ganha força e Podemos não consegue 'ultrapassar' o PSOE".

Na capa do ABC surge uma foto de Mariano Rajoy com a mulher, Elvira Férnandez, a celebrar a vitória nas eleições de domingo.

Já no jornal Vanguardia, uma foto do casal vitorioso, com a legenda "reclamamos o direito a governar", é acompanhada pelos resultados globais e pelos resultados na Catalunha.

Nos regionais, o basco El Correo salienta que "Rajoy reclama o seu 'direito a governar' após a rotunda vitória do PP", enquanto o Diário de Sevilha, na sua edição online, diz que "Rajoy reforça-se com um triunfo mais amplo".

Entre os jornais catalães, o El Periódico de Catalunya escreve na sua página de Internet que "O PP ganha e fica nas mãos do PSOE", um texto que é acompanhado da distribuição dos lugares após os resultados finais, enquanto o Punt Avui apresenta as cores políticas do congresso espanhol.

"Espanha pede um governo de Rajoy" é o título em destaque na edição online do La Razón.

Os galegos La Voz de Galicia e o Faro de Vigo titulam "O PP ganha com clareza, o PSOE resiste e Rajoy está mais perto de formar Governo" e "O PP reforça o seu triunfo e o PSOE salva-se da "ultrapassagem" apesar de retroceder", respetivamente.

Nos jornais económicos, o Expansión escreve que o "PP de Rajoy sai reforçado do 26 de Junho para formar Governo", enquanto o Cinco Días faz referência à pressão sobre as bolsas no dia seguinte às eleições. "Rajoy sai reforçado, mas terá de negociar" é um dos títulos da edição online do Cinco Días, que refere que o "PP ganhou lugares em nove comunidades autónomas".

O Partido Popular, de Mariano Rajoy, foi o mais votado nas eleições de domingo, com 137 deputados, mais 14 do que nas legislativas de dezembro, mas longe dos 176 mandatos que dão a maioria absoluta no congresso espanhol.

No discurso de vitória, Mariano Rajoy reclamou o "direito a governar".

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Pedro Sanchez, ficou em segundo lugar, com 85 lugares, enquanto a aliança de esquerda Unidos Podemos, que as sondagens colocavam em segundo lugar, ficou em terceiro e elegeu 71 deputados, enquanto o partido de centro-direita Ciudadanos conseguiu 32 assentos.

Apenas uma coligação do PP com o PSOE conseguirá reunir os lugares suficientes para que Espanha possa ter um governo de maioria, na sequência das eleições de domingo.

Tal como nas eleições de 20 de dezembro de 2015, os partidos estão obrigados a fazer acordos para conseguir avançar para a investidura de um presidente do Governo e, à exceção de um hipotético acordo PP-PSOE, são necessárias pelo menos três forças políticas para tal.

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