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Cães detetam cheiro de diabetes em seres humanos

O olfacto apurado dos cães já se mostrou útil para detetar problemas de saúde, como alguns tipos de cancro e níveis baixos de açúcar no sangue nos diabéticos. Cientistas britânicos acreditam ter descoberto porque é que os cães conseguem farejar o momento em que ocorre esta crise tão perigosa - a hipoglicémia.

Shirley é um Labrador Retriever que consegue detetar quando o nível de açúcar no sangue do dono diabético está a baixar. Jake é um Cocker Spaniel farejador da polícia.

Shirley é um Labrador Retriever que consegue detetar quando o nível de açúcar no sangue do dono diabético está a baixar. Jake é um Cocker Spaniel farejador da polícia.

© Suzanne Plunkett / Reuters

O sentido do olfacto dos cães é muito apurado, conseguem sentir os odores mais fracos que os seres humanos nunca conseguirão cheirar. Por essa razão há cães treinados para alertar os donos no momento da crise de hipoglicémia - os doentes ficam com tremores, tontos, desorientados quando o nível de açúcar no sangue fica demasiado baixo. Se não forem tratados, os diabéticos podem ficar inconscientes e até morrer.

Os cientistas da Wellcome Trust-MRC Institute of Metabolic Science e da Universidade de Cambridge acreditam ter percebido o que cães farejam quando baixa o nível de açúcar no sangue.

Há um elemento químico que aumenta no ar que o diabético expira - isopreno. Em alguns casos, o valor desse químico chega a duplicar, embora os seres humanos não o consigam detetar.

Os cientistas esperam usar esta informação para desenvolver sensores que façam o mesmo que os cães. Assim, não serão mais necessárias as picadas constantes nos dedos para analisar o sangue.