sicnot

Perfil

Mundo

Mais de 30 portugueses foram vítimas de homicídio no estrangeiro em 2015

Trinta e dois portugueses foram vítimas de homicídio no estrangeiro em 2015, 13 dos quais no Brasil (7) e na Venezuela (6), segundo dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), divulgados hoje.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou uma média de 63 crimes por dia em 2015, segundo dados hoje divulgados que revelam um total de 23.326 casos, um número que subiu 13% nos últimos dois anos.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou uma média de 63 crimes por dia em 2015, segundo dados hoje divulgados que revelam um total de 23.326 casos, um número que subiu 13% nos últimos dois anos.

© Marko Djurica / Reuters

Os dados foram recolhidos através do Observatório de Imprensa de Crimes de Homicídio em Portugal e de Portugueses no Estrangeiro, criado em 2014 "com o objetivo de ajudar a compreender melhor o fenómeno da criminalidade capital, ocorrida em Portugal, ou que tenha envolvido portugueses fora do território nacional".

De acordo com os dados do Observatório, recolhidos através das notícias publicadas nos vários órgãos de comunicação social, 32 portugueses foram assassinados no estrangeiro, a maior parte dos quais no Brasil (7) e Venezuela (6).

Surgem depois a Suíça, Angola, Estados Unidos da América e Espanha, todos com três casos de homicídio, seguidos da França e Moçambique, com dois portugueses mortos, e da Tunísia, Itália e África do Sul, todos com um caso.

Dos 32 crimes ocorridos no estrangeiro, 19 aconteceram num local público, nove na residência da vítima, dois no local de trabalho, um no automóvel e outro na residência do homicida.

No que diz respeito ao contexto do crime, a APAV verificou que 10 estavam relacionados com crime patrimonial, três por violência doméstica, 17 por motivos não especificados e em relação a dois casos não há dados sobre o motivo.

Na maior parte dos casos, os homicidas usaram uma arma de fogo (16), tendo também havido sete casos em que foi usada uma arma branca e três ocorrências em que foi usado veneno ou químico.

Em relação à discrição da vítima, em cinco casos tinham entre 56 e 60 anos, havendo quatro vítimas com 31 a 35 anos e outras quatro com idade compreendida entre os 46 e os 50 anos, sendo que a maioria (20) eram homens, onze eram mulheres e num dos casos não há referência quanto ao género da vítima.

Já em relação ao homicida, num dos casos é uma mulher, onze são homens, mas na maior parte das ocorrências (18) não há informação sobre a idade ou o género.

A APAV salienta ainda que houve em 2015 algumas vítimas de atos terroristas, apesar de esse fenómeno "não ter uma expressão muito significativa", apontando que este facto "era praticamente desconhecido dos portugueses".

Ainda assim, a associação defende que "deve ser dado particular importância a este fenómeno", já que acredita que "o risco de os portugueses serem envolvidos nestas situações no estrangeiro tenderá a aumentar".

Lusa

  • "A vitória de Bruno de Carvalho pode ser uma vitória de Pirro"
    1:01
    O Dia Seguinte

    O Dia Seguinte

    2ªFEIRA 21:50

    As eleições para a presidência do Sporting realizam-se no próximo sábado e os comentadores d'O Dia Seguinte avaliaram já as hipóteses de vitória dos candidatos. Rui Gomes da Silva considera que a gravação que implicava José Maria Ricciardi não vai influenciar a decisão de voto. Já Paulo Farinha Alves acredita que Bruno de Carvalho vai vencer a eleição. Contudo José Guilherme Aguiar avisa as eleições podem não trazer estabilidade ao Sporting.

  • SIC revela relatório que provava falência do GES
    2:06
  • Sócrates acusa Cavaco de conspiração
    0:57
  • Vulcão Etna em erupção
    1:34
  • "Geringonça" elogiada na Europa e EUA
    4:22
  • Como a maioria de Esquerda gere as votações
    2:15

    País

    A gestão entre os partidos é feita diariamente mas nem sempre PCP e Bloco de Esquerda têm votado ao lado do Governo. A SIC ouviu um politólogo, que diz que o objetivo é cada um salientar as diferenças que os separam do PS. No entanto, também há exemplos que provam que nenhum dos partidos quer pôr em causa a estabilidade política.