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Putin prolonga embargo a produtos alimentares europeus até final de 2017

O Presidente russo, Vladimir Putin, decidiu prolongar até final de 2017 o embargo russo sobre produtos alimentares de países ocidentais, em particular da UE, que decidiram aplicar sanções à Rússia devido à crise ucraniana.

© Grigory Dukor / Reuters

Um decreto hoje publicado ordena o prolongamento da proibição de importação da maioria dos produtos alimentares dos países que sancionaram a Rússia "até 31 de dezembro de 2017 para defender os interesses nacionais russos".

Esta decisão foi anunciada num momento em que, segundo fontes europeias citadas pela agência noticiosa France-Presse, os países membros da União Europeia (UE) se preparam para formalizar a recondução das suas sanções, que expiram no final de julho.

No decurso de um fórum internacional em meados de junho, Putin manifestou disposição em "dar um passo" em direção aos europeus, mas o presidente da Comissão europeia, Jean-Claude Juncker, denegou as perspetivas de um levantamento rápido das sanções da UE, sublinhando que a medida dependia da colaboração de Moscovo na aplicação dos acordos de paz no leste da Ucrânia.

As medidas de retaliação da Rússia impedem desde agosto de 2014 a importação da maioria dos produtos alimentares dos países ocidentais, em particular da UE, que decidiram sancionar a Rússia na sequência da anexação da Crimeia em março desse ano, e pelo seu presumível apoio aos separatistas do leste da Ucrânia.

Este embargo, prolongado pela primeira vez e por um ano no verão de 2015, deve expirar em agosto e apenas agravou a crise agrícola que atinge a União Europeia.

As sanções ocidentais decretadas contra Moscovo em 2014, associadas à queda do preço do petróleo, arrastaram a Rússia para a sua mais longa recessão desde a chegada de Vladimir Putin ao Kremlin em 2000. O embargo alimentar sobre os produtos da UE provocou em paralelo um aumento dos preços alimentares na Rússia.

De acordo com diversas fontes europeias, os embaixadores dos 28 Estados-membros da União aprovaram na semana passada o prolongamento, por seis meses, das sanções económicas contra a Rússia.

A decisão formal deve ser ainda adotada para que as sanções se prolonguem por mais seis meses, até 31 de janeiro de 2017, e que atingem designadamente os bancos e as empresas petrolíferas e de defesa russas.

Lusa

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