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Cerca de 70 mortos em combates no norte de Alepo

Cerca de 70 combatentes do regime e dos movimentos rebeldes morreram em 24 horas durante confrontos de que saíram vitoriosos os rebeldes no norte da Síria, indicou esta quinta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

(Arquivo)

(Arquivo)

© Hosam Katan / Reuters

Durante os combates na região agrícola de Al-Maleh, no norte de Alepo, 39 rebeldes e 30 militares e elementos de milícias pró-regime morreram desde quarta-feira à tarde, disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, uma organização não-governamental que dispõe de uma vasta rede de fontes na Síria.

Jihadistas da Frente al-Nusra, o ramo sírio da Al-Qaida, foram igualmente mortos, acrescentou Rahman, que não soube precisar o número.

As forças do regime tentam há meses cercar totalmente a cidade de Alepo, cortando as estradas por onde é feito o abastecimento dos bairros rebeldes a partir da Turquia, que fica próxima e apoia os rebeldes.

Desde há quase uma semana, as forças de Damasco, apoiadas pela sua aviação militar e pela da Rússia, procuram controlar a região de Al-Maleh e cortar a estrada do Castello, principal eixo de abastecimento dos bairros rebeldes de Alepo a partir da Turquia, mas fracassaram mais uma vez.

Os combatentes pró-regime tinham avançado no norte de Al-Maleh, antes de bater em retirada na quarta-feira perante uma grande ofensiva rebelde lançada pela Frente Al-Nusra e seus aliados islamitas, entre os quais Ahrar al-Sham e Faylaq al-Sham.

Por várias vezes nos últimos dois anos, o exército sírio tentou em vão retomar o controlo daquela região.

O 'site' da Internet pró-regime Al-Masdar News (AMN) reconheceu que "o exército sírio se retirou das quintas de Maleh, perante uma contraofensiva rebelde liderada pela Frente Al-Nusra".

Também em Alepo, duas crianças foram mortas por mísseis disparados pelo regime sobre um bairro rebelde, indicou o OSDH.

A antiga capital económica do país está dividida desde julho de 2012 entre bairros mantidos pelos rebeldes e zonas controladas pelo regime, enquanto a maior parte da província com o mesmo nome está nas mãos da Frente al-Nusra e dos seus aliados islamitas.

Noutro ponto da Síria, a leste de Damasco, cinco civis, três dos quais crianças, foram igualmente mortos por mísseis disparados pelo regime sobre a localidade de Otaya, na Ghuta Oriental, relatou o OSDH.

Esta região, o maior bastião rebelde na província de Damasco, é regularmente bombardeada pelo exército sírio.

A guerra na Síria eclodiu em 2011, envolve atualmente uma multidão de atores sírios e internacionais e já fez mais de 280.000 mortos.

Lusa

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