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Venezuela acusa EUA de infiltrar agentes norte-americanos no país

Caracas condenou hoje a advertência feita pelo Presidente Barack Obama ao governo venezuelano para não bloquear os "esforços legítimos" da oposição para realizar um referendo revogatório ao Presidente Nicolás Maduro e acusou os EUA de infiltrar "agentes" na Venezuela.

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

"A Venezuela denuncia, perante a comunidade internacional, que a política nacional (venezuelana) tem sido infiltrada por agentes dos serviços e centros de poder dos EUA, educados, formado e equipados para a desestabilização política, económica e social da Venezuela, afetando o direito à paz e ao desenvolvimento do povo venezuelano", lê-se num comunicado do Ministério de Relações Internacionais.

O comunicado começa por explicar que a Venezuela condena as declarações de Barack Obama, feitas quarta-feira na cimeira de Líderes da América do Norte, realizada em Otava.

Barack Obama disse quarta-feira que o Governo de Nicolás Maduro não deve bloquear os "esforços legítimos" da oposição venezuelana, que iniciou os procedimentos legais para realizar um referendo de revogação do mandato do atual chefe de Estado da Venezuela.

"O processo democrático deve ser respeitado", afirmou Obama, numa cimeira da América do Norte, em que se reuniu com o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, e com o seu homólogo mexicano, Enrique Pena Nieto.

"E isso inclui esforços legítimos para prosseguir com um referendo consistente com a lei venezuelana", acrescentou Obama.

No comunicado divulgado hoje em Caracas, frisa-se que "a Venezuela ratifica o seu direito irrenunciável à autodeterminação e à não intervenção nos assuntos internos do nosso país, na certeza absoluta de que jamais acataremos ordens de império algum, assim como a disposição a manter relações diplomáticas bilaterais de respeito pela igualdade soberana dos Estados e pelos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas".

Lusa

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