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Pelo menos seis mortos em ataque de jihadistas Al Shebab no Quénia

Pelo menos seis pessoas morreram hoje e outras vinte ficaram feridas num ataque do grupo jihadista Al Shebab contra dois autocarros de passageiros numa estrada do norte do Quénia, segundo fontes de segurança.

Militante Al Shebab

Militante Al Shebab

© Omar Faruk / Reuters

Os autocarros, que viajavam escoltados pela polícia, foram atingidos com metralhadoras de ambos os lados de um caminho do condado de Madera, localizado na fronteira com a Somália.

"A polícia encontrou seis pessoas mortas a tiro", disse à agência francesa France Presse o chefe da polícia queniana Joseph Boinnet. "A procura pelos terroristas está em curso".

O chefe da polícia acrescentou que duas pessoas ficaram feridas, mas não precisou se as vítimas deste ataque - realizado perto da cidade de Elwakm, na fronteira com a Somália - foram os civis ou os polícias que escoltavam o autocarro.

A 20 de junho, cinco polícias quenianos foram mortos na mesma zona por homens suspeitos de serem 'shebab'. O seu veículo, que escoltava o autocarro, explodiu depois de ter aparentemente sido atingido por uma granada disparada por um lança-granadas.

Os ataques dos 'shebab', afiliados à Al-Qaida, são frequentes no nordeste queniano. Em novembro de 2014, os extremistas intercetaram um autocarro, separaram os passageiros em função da sua religião e executaram 28 muçulmanos.

Na quinta-feira, o Departamento de Estado dos EUA aconselhou os seus cidadãos a "evitarem viajar em zonas fronteiriças do Quénia (com a Somália), por causa da ameaça deste grupo terrorista aliado à Al-Qaida".

Um responsável do Ministério do Interior queniano, Karanja Kibicho, disse que este aviso era injusto porque, "a segurança do país (tinha sido) restaurada".

Desde o ataque feito pelos 'shebab' em setembro de 2013 contra um centro comercial de Westgate em Nairóbi -- que provocou 67 mortos -, várias centenas de pessoas foram mortas em atentados deste movimento no Quénia.

Uma centena de pessoas fora abatidas em 2014 nessas localidades da costa queniana e 148 pessoas foram massacradas por um comando 'shebab' na Universidade de Garissa, em abril de 2015.

O Quénia é um dos alvos preferidos dos 'shebab' desde outubro de 2011, data em que o país começou a fornecer um contingente militar à força da União Africana na Somália (AMISOM).

Os 'shebab' - expulsos em 2011 de Mogadíscio - ainda controlam as zonas rurais, de onde eles executam operações de guerrilha e atentados suicidas -- por vezes mesmo na capital da Somália -- contra os símbolos do frágil Governo somali ou contra a AMISOM.

Lusa

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