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Estudo conclui que extinção dos dinossauros deveu-se a alterações climáticas

A extinção dos dinossauros deveu-se também a milénios de alterações climáticas e não apenas por causa da colisão de um meteoro, refere um estudo hoje divulgado.

© Charles Platiau / Reuters

O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, indica que o desaparecimento foi provocado por dois períodos de aquecimento global: um que aconteceu com a erupção do vulcão de Deccan Traps, território que faz parte da Índia, e o segundo provocado pelo incidente astronómico.

O impacto que aconteceu há mais de 66 milhões de anos e que deixou uma cratera com 180 quilómetros de diâmetro em Chicxulub, no México, terá sido responsável apenas por uma segunda onda de extinção dos dinossauros, sendo que das 24 espécies, dez já tinham sido extintas antes da colisão.

A equipa descobriu que a temperatura dos oceanos terá subido 7,8 graus Celsius depois da erupção do vulcão de Deccan Traps, uma erupção com várias fases, que durou dezenas de milhares de anos.

Mais uma subida de 1,1 graus aconteceu passados 150 mil anos, na altura do impacto.

Os dois desastres terão lançado grandes nuvens de poeira e cinzas, bloqueando a passagem da luz solar.

"Consideramos que a extinção em massa no fim do Cretáceo foi causada por uma combinação de vulcanismo e impactos do meteorito, que causaram, na teoria, um 'one-two-punch'" disse a coautora Sierra Petersen, da Universidade de Michigan.

A subida da temperatura antes do impacto "pode ter aumentado o stress do ecossistema, tornando-o mais vulnerável ao colapso", concluíram os cientistas.

A equipa analisou 29 fósseis daquele período, que permitiram compreender as alterações climáticas ao longo de 3,5 milhões de anos.

Lusa

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