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Human Rights Watch diz que a NATO deve proteger melhor os civis afegãos

A NATO deve proteger melhor os civis no conflito afegão, defendeu hoje a Human Rights Watch (HRW), antes de uma cimeira na Polónia que tem como objetivo renovar o apoio internacional ao exército afegão.

© Reuters Photographer / Reuter

O comunicado da organização de defesa dos direitos humanos veio na sequência do aviso severo do Presidente afegão, Ashraf Ghani, aos talibãs para se juntarem às negociações de paz "ou enfrentarem as consequências".

Com cerca de 11.000 civis mortos em 2015, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os governos da Organização do Tratado do Atlântico Norte têm "uma oportunidade crucial" para ajudar a parar a espiral de violência, disse o diretor da HRW da Ásia, Brad Adams.

"A NATO devia cumprir as suas promessas e tomar medidas concretas para ajudar a proteger os civis afegãos do conflito armado", disse o diretor antes da cimeira que se vai realizar na Polónia, na sexta e no sábado.

A organização de direitos humanos denunciou também o uso de crianças no conflito, tanto pelos talibãs, como pelo governo afegão.

Em particular, reprovou a ocupação de escolas pelas forças afegãs, revelando que tinham recentemente identificado o uso de muitos edifícios escolares como bases militares na província nortenha de Baghlan.

A Missão de Assistência da ONU do Afeganistão (UNAMA) também relatou que 20 escolas tinham sido ocupadas pelo exército ou pelos rebeldes no último ano.

"Com demasiada frequência, as escolas tornam-se campos de batalha", lamentou a HRW.

O impacto devastador na educação afetou desproporcionalmente as raparigas, a quem não é permitido frequentar escolas ocupadas por soldados, lê-se do documento.

A ONU disse que os casos de recrutamento de crianças mais do que duplicaram em 2015 comparativamente com o ano anterior.

Questionado sobre que "medidas concretas" é que a NATO podia tomar para abrandar o recrutamento, o representante da organização em Cabul, Ismail Aramaz, disse que a organização insistiu com os seus parceiros afegãos para levarem os responsáveis à justiça.

"Mas cabe aos afegãos decidir como é que tais atos podem ser penalizados", acrescentou.

Num comunicado publicado hoje, Ghani propôs aos talibãs que fizessem parte das negociações de paz.

Os rebeldes intensificaram a guerra de quase 15 anos desde que a NATO tirou a maioria das suas forças do país no final de 2014, quando um processo de paz que nascia estagnou.

"A porta está aberta... não queremos derramar sangue", disse Ghani.

Mas, acrescentou que, se os talibãs rejeitarem a proposta eles devem "enfrentar as consequências".

Lusa

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