sicnot

Perfil

Mundo

Polónia confia na NATO para fazer frente à ameaça russa

O ministro polaco da Defesa, Antoni Macierewicz, afirmou hoje que a decisão da NATO reforçar a presença militar no leste da Europa é "um primeiro passo" para fazer frente ao "maior nível de ameaça" proveniente da Rússia.

Antoni Macierewicz, ministro polaco da Defesa

Antoni Macierewicz, ministro polaco da Defesa

© Kacper Pempel / Reuters

Macierewicz manifestou desta forma confiança na decisão que será tomada na Cimeira da Aliança Atlântica nos próximos dias 8 e 9 em Varsóvia, onde os chefes de Estado e do Governo dos 28 Estados-membros formalizarão a decisão já tomada pelos ministros aliados da Defesa de deslocar quatro batalhões de 800 a 1.000 efetivos militares cada um, numa base de rotação, para a Polónia e para as ex-repúblicas soviéticos no Mar Báltico, Estónia, Letónia e Lituânia.

Na opinião de Antoni Macierewicz, por outro lado, as conversações entre a Aliança e Moscovo - que se seguirão à cimeira no próximo dia 13 no quartel-general aliado em Bruxelas no âmbito do Conselho permanente NATO-Rússia - deverão centrar-se unicamente na "retirada" russa do solo ucraniano.

O ministro polaco da Defesa recordou a posição de Varsóvia - forte aliada do Governo de Kiev nos fóruns internacionais -- segundo a qual, "com a Rússia, há que falar sobre quando e como vão retirar-se dos territórios ocupados", na Ucrânia, explicou, de acordo com a agência France Press.

"Enquanto o Kremlin não mudar de atitude, a Rússia deve ser tratada como a maior ameaça para a paz na Europa e no mundo", acrescentou.

A anexação russa da península ucraniana da Crimeia em 2014 e o comportamento de Moscovo no conflito na Ucrânia será o principal tema na agenda da cimeira aliada desta sexta-feira e sábado.

Lusa

  • António Costa evita perguntas sobre estágios não remunerados
    1:55
  • "É evidente que não fecho a porta ao Eurogrupo"
    1:38

    Economia

    O ministro das Finanças diz que não fecha a porta ao Eurogrupo. A declaração é feita numa entrevista ao semanário Expresso. No entanto, Mário Centeno deixa a ressalva que qualquer ministro das Finanças do Eurogrupo pode ser presidente.

  • Trump adia decisão sobre permanência nos acordos de Paris
    1:48
  • Raízes de ciência e rebentos de esperança
    14:14