sicnot

Perfil

Mundo

Tony Blair diz que agiu no "melhor interesse" do Reino Unido na guerra do Iraque

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair disse hoje ter agido no "melhor interesse" do Reino Unido, numa resposta ao relatório que critica a forma como decidiu entrar na Guerra do Iraque em 2003.

© Kevin Lamarque / Reuters

"O relatório devia pôr termo às alegações de má-fé, mentiras ou enganos. Quer se concorde ou discorde da minha decisão de uma ação militar contra Saddam Hussein, tomei-a de boa-fé e no que acredito ser o melhor interesse do país", afirmou Blair num comunicado divulgado em resposta à apresentação do relatório Chilcot.

No comunicado, Blair admite que o documento contém "críticas sérias que exigem respostas sérias" e promete dar essas respostas "hoje à tarde" e "assumir plena responsabilidade por quaisquer erros".

"Ao mesmo tempo direi por que razão, apesar de tudo, acredito que foi melhor afastar Saddam Hussein e por que razão não acredito que essa seja a causa do terrorismo que vemos hoje", afirmou.

Blair prometeu a Bush apoiá-lo no Iraque 'houvesse o que houvesse'

Em 2002, o primeiro-ministro britânico Tony Blair prometeu ao presidente norte-americano George W. Bush participar na invasão do Iraque acontecesse o que acontecesse.

"A 28 de julho (de 2002), Blair escreveu ao presidente Bush para lhe assegurar que estaria com ele 'houvesse o que houvesse'", disse John Chilcot na apresentação pública das conclusões da comissão.

O relatório da comissão Chilcot critica duramente as decisões tomadas pelo ex-primeiro-ministro trabalhista em relação à guerra do Iraque, na qual morreram 179 soldados britânicos e dezenas de milhares de iraquianos.

A alegada posse pelo regime iraquiano de armas de destruição maciça, nunca comprovada, foi a principal justificação para a participação do Reino Unido na invasão do Iraque, em março de 2003, quando Tony Blair liderava o governo britânico.

Chilcot, cuja comissão foi criada há sete anos para apurar os contornos do envolvimento britânico no conflito, concluiu que o "o Reino Unido escolheu juntar-se à invasão do Iraque antes de esgotar as opções pacíficas para um desarmamento"

"A ação militar não era, na altura, o último recurso", disse John Chilcot.

Lusa

  • Primeiro-ministro agradece sacrifícios dos portugueses
    0:46

    Economia

    O primeiro-ministro diz que os números do INE em relação ao défice de 2016 são prova de que havia uma alternativa e deixou uma palavra de agradecimento aos portugueses. As declarações de António Costa foram feiras aos jornalistas em Roma, onde se encontra para assinalar no sábado os 60 anos da União Europeia.

  • Jerónimo diz que UE vai continuar a causar constrangimentos a Portugal
    0:35

    Economia

    Esta sexta-feira na inauguração de uma exposição em Almada que denuncia a precariedade dos postos de trabalho, Jerónimo de Sousa falou sobre o défice de 2016. Para o secretário-geral do PCP, apesar do Governo ter ido além do exigido por Bruxelas, a União Europeia vai continuar a impedir Portugal de crescer.

  • Enfermeiros desconvocam greve

    País

    O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) desconvocou esta sexta-feira a greve geral nacional marcada para quinta e sexta-feira da próxima semana, anunciou o presidente da estrutura, justificando com os compromissos assumidos pelo Ministério da Saúde.

  • Pai do piloto da Germanwings defende inocência do filho

    Mundo

    O pai de Andreas Lubitz declarou esta sexta-feira que o filho não é o responsável pelo embate do avião da Germanwings contra um local montanhoso, que fez 150 mortos. O Ministério Público alemão concluiu em janeiro que o incidente em 2015 foi apenas da responsabilidade do piloto.

  • Probido fumar na praia? Não-fumadores aplaudem ideia
    1:33

    País

    O Comissário Europeu da Saúde defende uma proibição total do consumo de tabaco no espaço público. Esta e outras medidas foram defendidas, ontem, na Conferência Tabaco e Saúde da Liga Portuguesa Contra o Cancro. 

  • Visitar o Titanic vai custar 97 mil euros por pessoa

    Mundo

    Uma viagem a bordo do Titanic em 1912 era considerada uma viagem de luxo. Mais de 100 anos depois, continua a ser um luxo visitar o Titanic. Em 2018, vai ser possível conhecer os restos daquele que em tempos foi o maior navio do mundo. Contudo, nem todos vão poder fazê-lo, pois a viagem irá custar cerca de 97 mil euros por pessoa.