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Human Rights Watch insta EUA a aplicar sanções a mais dirigentes norte-coreanos

A organização internacional Human Rights Watch considerou hoje "um importante passo" as novas sanções dos Estados Unidos ao líder da Coreia do Norte mas instou Washington a estender a lista de violadores dos direitos humanos neste país.

© KCNA KCNA / Reuters

"São um importante passo em frente na hora de conseguir justiça para as inúmeras vítimas das violações dos direitos humanos na Coreia do Norte", afirmou Phil Robertson, subdiretor da HRW na Ásia, num comunicado para avaliar as sanções anunciadas na quarta-feira pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

As sanções do Departamento do Tesouro norte-americano afetam Kim Jong-un, outros dez funcionários norte-coreanos e cinco entidades do país e resultam no congelamento das propriedades que possam ter dentro da jurisdição norte-americana e a proibição aos cidadãos dos Estados Unidos de se envolverem em transações financeiras com eles.

"Os Estados Unidos devem realizar mais investigações e expandir ainda mais a lista", disse o representante da HRW.

Além disso, a organização não-governamental (ONG) instou o Governo de Barack Obama a "enviar às autoridades da Coreia do Norte a clara mensagem de que as suas decisões de violar os direitos terão consequências porque o mundo observa-os de perto e julgará [os seus atos]".

O valor simbólico destas sanções reside na inclusão de Kim Jong-un na lista de líderes sancionados pelos Estados Unidos por abusos de direitos humanos, como o sírio Bashar Al Asad, o líbio Muammar Khadafi, o iraquiano Saddam Hussein e o zimbabuano Robert Mugabe.

Na prática, espera-se que dificultem ainda mais as transações da Coreia do Norte em bancos e entidades financeiras internacionais e acabem com o "anonimato" sob o qual operam muitos dos funcionários identificados na terça-feira como violadores de direitos humanos, segundo Washington.

Entre os dez responsáveis designados, as sanções atingem o ministro da Segurança, Choe Pu Il, o seu conselheiro, Ri Song Chol, e o diretor do gabinete do Ministério da Segurança de Estado, Kang Song Nam.

Cinco entidades, incluindo o Ministério da Organização, responsável pela censura, também foram acrescentados à lista negra norte-americana.

A Coreia do Norte já está submetida a diversas sanções internacionais, em particular norte-americanas, pelos seus programas nuclear e balístico.

Lusa

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