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Forças Armadas Revolucionárias negam existência de milícias urbanas na Colômbia

O negociador das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) com o Governo colombiano, Félix Antonio Muñoz, "Pastor Alape", negou a existência de milícias urbanas e exortou à construção da paz nas cidades, durante uma visita no fim de semana ao país.

© Fredy Builes / Reuters

"Poderão existir outros grupos de grupos de violência urbana nas principais cidades da Colômbia, mas não são das FARC", afirmou Alape durante uma visita ao aglomerado de Pueblo Nuevo, no departamento de Antioquia (noroeste), onde está a ser aplicado um projeto de substituição voluntária de cultivos ilícitos.

O dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, a principal guerrilha do país) definiu como "provocadoras" as declarações do procurador colombiano Alejandro Ordóñez, segundo as quais o Governo calcula existirem cerca de 8.000 milicianos das FARC, e que não vão desmobilizar.

"Isso está na imaginação do procurador. Falar de milícias urbanas são atitudes provocatórias", disse Alape, para quem estas declarações contra o processo de paz são feitas "pelos que estão a chorar porque a guerra está ferida de morte; estão a golpear".

O chefe guerrilheiro acrescentou que "o país está sintonizado com a paz" e que a guerrilha das FARC está "completamente comprometida" com este objetivo.

O chefe guerrilheiro negou a existência de duas frentes das FARC que não vão desmobilizar quando for assinado o acordo de paz definitivo entre as duas partes, previsto para as próximas semanas, mas considerou "bastante preocupante" que não estejam a decorrer negociações com outros grupos amados e considerou que "a paz sem o ELN (Exército de Libertação Nacional, segundo movimento guerrilheiro colombiano) não é completa".

Nesta perspetiva, não considerou positivo que o dia 20 de julho seja a data limite para a assinatura do acordo geral de paz, ao considerar que os prazos "são fatais neste processo" e que o país deve entender que existe a disposição para promover uma paz definitiva.

Lusa

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