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Citibank fecha contas da Venezuela, Maduro acusa EUA de "bloqueio financeiro"

O Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, disse na segunda-feira que o banco norte-americano Citibank vai fechar as contas que o país usa para fazer pagamentos internacionais e acusou os EUA de fazerem um "bloqueio financeiro" à Venezuela.

Reuters

Maduro disse que recebeu na segunda-feira "a comunicação do Citibank, banco norte-americano" através do qual o país paga "em 24 horas todas as contas que precisa de pagar para as transações nos EUA e no mundo", de que "em trinta dias vai fechar a conta ao Banco Central da Venezuela e ao Banco da Venezuela".

"Isto chama-se bloqueio financeiro", afirmou Maduro, que fez o anúncio num conselho de ministros transmitido pela rádio e televisão.

O Governo da Venezuela ordenou na segunda-feira a ocupação da fábrica da Kimberly Clark, dois dias depois de a empresa norte-americana ter anunciado a suspensão "indefinida" das suas operações no país por causa da deterioração das "condições económicas e de negócio".

"Há 48 horas, uma empresa norte-americana chamada Kimberly Clark, sem aviso, violando as leis nacionais, a Constituição, despediu quase mil trabalhadores da sua unidade de produção, fechou a porta e foi-se embora do país", disse Maduro, no mesmo conselho de ministros, acrescentando que, no entanto, a empresa está agora "em mãos dos trabalhadores, a produzir, a trabalhar".

Para Maduro, "tudo isto" faz parte da "obsessão da nova inquisição obamista" em relação à Venezuela, numa referência ao Presidente norte-americano, Barack Obama.

"O que é que nós fizemos aos Estados Unidos, para além de defendermos o direito à nossa dignidade?", questionou.

Na semana passada, o Congresso dos EUA aprovou uma extensão por três anos das sanções que aplica a dirigentes venezuelanos desde 2014 por alegadas violações dos direitos humanos e corrupção.

Para Caracas, são sanções "unilaterais, ilegais e que violam o direito internacional".

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