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Israel aprova lei polémica sobre financiamento de ONG

​O parlamento israelita aprovou hoje uma lei polémica que obriga as organizações não-governamentais (ONG) a fazerem uma declaração oficial às autoridades quando a maioria do seu financiamento é oriundo de governos de outros países.

© Ronen Zvulun / Reuters

Os críticos dizem que a lei visa as organizações que defendem os direitos dos palestinianos. Foi aprovada com 57 votos a favor e 48 contra.

"A lei pretende responder ao fenómeno das ONG que representam interesses de Estados estrangeiros, sob a cobertura de organizações locais que procuram servir os interesses do povo israelita", lê-se no preâmbulo da legislação agora aprovada pelos deputados.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que o objetivo da lei é "evitar uma situação absurda em que Estados estrangeiros se imiscuem nos assuntos internos de Israel financiando ONG e sem que o povo israelita tenha consciência disso".

"Ao contrário das reivindicações da esquerda, a aprovação desta lei vai aumentar a transparência, contribuir para criar um discurso que reflete a opinião pública israelita e reforçar a democracia", escreveu Netanyahu na sua página no Facebook, depois da votação no parlamento.

O líder da oposição, Isaac Herzog, afirmou que esta lei constitui "os botões [de flores] do fascismo que floresce em Israel".

Para o líder da bancada de uma aliança de vários partidos árabes, Ayman Odeh, a lei procura "intimidar e fazer desaparecer as organizações que se batem na esfera pública pela igualdade" de tratamento para os árabes.

Diversas ONG israelitas recebem grandes fatias de financiamento do estrangeiro, incluindo de governos europeus.

Com Lusa

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